6% de reajuste NÃO!Proposta rebaixada dos banqueiros precisa ser rejeitada
Depois de 14 dias de greve os bancos fizeram uma nova proposta de 6% de reajuste. Porém este valor é menor que as perdas mínimas da categoria que somam 24%. Este reajuste está abaixo dos 10% conquistados no ano passado e muito aquém dos bilionários lucros dos bancos.
A força da greve fez os banqueiros recuarem da proposta inicial de oferecer apenas a inflação e PLR menor, mas a nova proposta também é inaceitável diante das necessidades da categoria.
O setor que, mesmo com a crise, foi o que mais lucrou na economia e que paga a folha de pagamento somente com 60% das tarifas, tem condições de repor as reais perdas dos bancários. Além disso, não existe nenhuma garantia de emprego neste momento de fusões como o Itaú/Unibanco, ABN/Santander e bancos estaduais adquiridos pelo Banco do Brasil.
Também não há qualquer dispositivo que estabeleça o fim das metas, o assédio moral e melhores condições de saúde e trabalho. A categoria está adoecendo e, na greve, deve pautar estes pontos que são cruciais para quem batalha no dia a dia sob pressão.
As categorias em greve neste semestre tiveram reajustes que variaram de 8,65% a 10%, além de abonos em setores como metalúrgicos e construção civil que tiveram uma lucratividade bem menor que o sistema financeiro.
Bancos públicos precisam avançar nas reivindicações específicas
Além das perdas salariais que nos bancos públicos representam em média 90%, os bancários do setor têm reivindicações específicas como PCS, PCC, isonomia como a licença-prêmio e ATS, o fim da trava de dois anos e a lateralidade e a garantia de direitos dos bancos incorporados pelo Banco do Brasil, nas fusões como o Banco do Estado de Santa Catarina, Nossa Caixa e Banco do Estado de Piauí.
A mesa única da Fenaban não pode ser o parâmetro rebaixado, pois devemos exigir que Lula atenda as reivindicações específicas deste setor.
Proposta do Banco do Brasil precisa avançar
Na negociação desta madrugada, o banco avançou em relação às propostas da Mesa Única, mas a força da greve pode arrancar mais. Além das perdas salariais serem maiores que a dos privados, 80,49%, os funcionários do Banco do Brasil tem pontos centrais que precisam ser resolvidos com os funcionários em greve.
Defendemos que na agenda de negociações conste o fim da lateralidade plena - para todos os cargos comissionados; equiparação ao piso salarial da Caixa Econômica Federal já rumo ao salário mínimo do Dieese (hoje R$ 2.047,00); apresentação da proposta de PCS já - não confiamos nas promessas e mesas permanentes; abono total dos dias de greve; licença-prêmio para todos; resgate da proporcionalidade na Cassi ( de 2 x 1 ).
Veja as propostas da última negociação
PLRmantém o formato atual com distribuição semestral.
Veja o valor a receber em alguns cargosEscriturário: R$ 2.890Caixa: R$ 3.189*Ass. Negócios: 1,46 salárioDemais gerentes: 1,56 salário1º Gestor de rede: 1,84 salárioComissionado resp.: 1 e 2 2,28 salários
Condições de trabalho
Contratação de 10 mil novos empregados
Assédio moral
Criação de comitês de ética composto por representantes eleitos pelo funcionalismo, trabalho será acompanhado pelo Sindicato
PCS
Aplicação de 3% na tabela a partir de 1º de outubro. Discussão a partir de 1ºnovembro e a conclusão de proposta até 30 de junho de 2010
Isonomia
Venda e acúmulo de cinco dias de faltas abonadas aos bancários que ingressaram no BB a partir de 1998
Lateralidade
Pagamento das substituições nas agências com mais de sete funcionários, na ausência do comissionado
Licença adoção
Ampliação da licença de 5 dias para 30 dias aos pais solteiros ou casais homoafetivos
Veja as principais propostas dos bancos:
Salários após 90 diasPortaria: R$ 748,59Escriturário: R$ 1.074,46Caixa: R$ 1.501,49 (já incluída gratificação)
Outras Verbas
ATS - R$ 16,59
Gratificação Compensador de Cheques - R$ 94,47
Auxílio refeição - R$ 16,88
Auxílio cesta-alimentação - R$ 298,31
Auxílio-Creche/Babá - R$ 207,95
Participação nos Lucros e Resultados (PLR)Regra básica:
- 90% do salário + valor fixo de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680.- Caso o valor distribuído para os bancários fique abaixo de 5% do lucro, o banco deverá aumentar a PLR de cada bancário até completar este percentual, com limite para cada bancário de 2,2 salários ou R$ 14.696, o que for atingido primeiro.- O total pago por cada banco poderá atingir até 13% do lucro líquido.
- Os valores recebidos na regra Básica poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração de cada banco.
Parcela Adicional
- 2% do lucro líquido distribuído linearmente para todos os trabalhadores até o limite de R$ 2.100.- Os valores não poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração.
Antecipação da PLR
- Regra básica - 54% do salário + R$ 614, com teto individual de R$ 4.008 e limite de 13% do lucro líquido do banco no primeiro semestre.- Parcela Adicional - 2% do lucro líquido do primeiro semestre dividido linearmente para todos os funcionários, com limite de R$ 1.050.
Todos à assembléia
Nesta quinta-feira, os bancários têm um compromisso inadiável: comparecer massivamente nas assembléias.
O comando da Contraf e os sindicatos da CUT defendem a aceitação do acordo. O MNOB e os sindicatos da Conlutas dizem que é necessário seguir adiante: rejeitar e ampliar a greve.
O MNOB alerta que a categoria não pode deixar que manobras decidam seu futuro. Solicita que todos recusem as propostas dos banqueiros e do governo para mudar os rumos desta históra. Este é o caminho.
Fonte: MNOB
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