Leila Beatriz inaugurou sua participação com a camisa 10 do time. Ela jogou sua primeira partida oficial no torneio no dia 30/10/2009. A participação foi de alguns minutos. Ela entrou na quadra diante de um côro de dezenas de torcedores que gritavam Leila, Leila... Ainda um pouco tímida e certamente ostilizada pelo próprio ambiente ao seu redor, nitidamente masculino, Leila conseguiu quebrar um gigantesco tabu.
sábado, 31 de outubro de 2009
MULHERES ROMPENDO BARREIRAS
Leila Beatriz inaugurou sua participação com a camisa 10 do time. Ela jogou sua primeira partida oficial no torneio no dia 30/10/2009. A participação foi de alguns minutos. Ela entrou na quadra diante de um côro de dezenas de torcedores que gritavam Leila, Leila... Ainda um pouco tímida e certamente ostilizada pelo próprio ambiente ao seu redor, nitidamente masculino, Leila conseguiu quebrar um gigantesco tabu.
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Assustador. O episódio de selvageria do último dia 22 na UNIBAN está em todas as televisões, sites de notícias e em dezenas de videos no YouTube. O que leva jovens universitários a protagonizarem cena de tamanha barbárie? O que leva inclusive mulheres a participar de um espetáulo de horrores como aquele?
Nossa companheira Luciana Cândido deixou a senha no artigo “Selvageria: estudante é agredida por usar minissaia”:
“…enquanto não se coibir a propagação impune da ideologia do preconceito e enquanto mulheres continuarem sendo vendidas e expostas como pedaços de carne num açougue, os homens vão se sentir no direito de possuí-las, de comprá-las.”
É preciso repudiar com todas as forças o episódio. Abaixo o machismo! Abaixo o capitalismo que transforma tudo e todos em mercadoria!
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
DIREÇÃO DO SINTE ATACA A DEMOCRACIA SINDICAL! EM DEFESA MORAL E POLÍTICA DA PROFa. APOSENTADA MARLENE!
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
‘Lula não fez Reforma Agrária’
Do Correio da CidadaniaPor Rodrigo Mendes e Valéria Nader
No dia 20 de agosto último, o trabalhador Sem Terra e membro do MST Elton Brum da Silva, de 44 anos e pai de dois filhos, foi assassinado pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, em uma ação de despejo na Fazenda Southall, em São Gabriel, RS. Testemunhas e a posterior divulgação de fotos do corpo de Elton comprovam que ele foi vítima de diversos disparos de calibre 12, todos pelas costas.
A ação da PM gaúcha resultou ainda em diversos homens, mulheres e crianças feridos, vítimas de estilhaços, golpes de espada e mordidas de cachorros. Para o MST, o uso de armas de fogo e de tal grau de truculência demonstra que há, por parte do Estado, uma política de criminalização dos movimentos sociais.
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Mas esse assassinato é apenas o capítulo mais recente de uma longa história de violência e marginalização sofrida pelos movimentos sociais. O mesmo MST teve outro membro assassinado no Paraná, por seguranças contratados pela transnacional Syngenta. O coronel Mario Pantoja, comandante na ocasião do massacre de Eldorado do Carajás, apesar de condenado a 228 anos de prisão, ainda responde ao processo em liberdade, mais de 13 anos depois do acontecido.
O assassinato de Elton faz parte ainda de um contexto em que a reforma agrária foi abandonada pelo governo Lula, conforme relatou em entrevista ao Correio da Cidadania a coordenadora nacional do MST Marina dos Santos.
Como o assassinato do trabalhador Elton Brum cai sobre o movimento no atual contexto das lutas?
Marina dos Santos: Para nós é uma situação muito difícil, os latifundiários, a polícia e o governo do Rio Grande de Sul estão usando métodos muito truculentos, em especial o Estado, para massacrar a população pobre do campo. Há uso de tortura, de cães, bala, até choque elétrico. Até espadas, de cima dos cavalos, os soldados usaram. Nesse momento, no Rio Grande do Sul, há uma criminalização muito grande dos movimentos sociais.
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Temos clareza de que a reforma agrária, no governo Lula, ficou para trás atropelada pelo agronegócio, e nós percebemos isso por uma série de coisas, começando pelo avanço nos últimos anos das transnacionais no país. Elas não se apropriam só da terra, tomam conta de toda a linha de produção do campo, da terra, mas também das sementes, da água, toda a cadeia produtiva do campo. Sem contar os investimentos que essas empresas e os fazendeiros mais atrasados, do latifúndio, têm recebido do governo federal, através do BNDES e de vários programas nos últimos anos. O agronegócio produz 120 bilhões de reais, mas o governo injeta 97 bilhões para isso, em especial pelo BNDES. Então, o que o agronegócio produz para a sociedade?
Além disso, o agronegócio usa agrotóxicos, venenos e ainda faz propaganda disso, como se fosse algo bom. Hoje o Brasil é campeão de consumo de veneno no mundo, essa indústria movimenta 7 bilhões de reais por ano. Não há preocupação ambiental, com as derrubadas das florestas, com a apropriação da biodiversidade, e isso tudo durante o governo Lula.
Há também os transgênicos, estão trabalhando pra empurrá-los. E é uma política patrocinada pelo governo. Então, não há espaço para a reforma agrária.
Lula tem falado que fez a maior reforma agrária, mas o que ele fez foi regulamentação fundiária - que tem que ser feita também, mas não se trata de reforma agrária, porque não descentraliza a terra, não mexe na estrutura fundiária. Essa política de reforma agrária é só para evitar os conflitos. O governo federal quer fazer reforma agrária sem conflito, mas isso não existe, uma política de reforma agrária no Brasil, país que mais concentra terra no mundo, tem que ter ofensiva, tem que ter disputa pela terra. Isso que o governo faz é política paliativa, assistencialista, que não destrói o latifúndio, não democratiza, não descentraliza.
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O MST sempre adotou a linha da autonomia, é um movimento social de caráter político, social, organizativo e até sindical. Durante o governo Lula, nós continuamos desempenhando nosso papel, hoje são quase 15 milhões de sem terra no Brasil. Então, além de organizar as famílias, de fazer a ação reivindicativa, o MST nunca fez tanta luta quanto nos últimos anos, pressionamos governos estaduais e federal, ocupamos o ministério da Fazenda. Nós trabalhamos na perspectiva da luta, da reivindicação e da negociação com o Estado. Então, achamos que temos que continuar com essa linha, pois, independente do governo, seja de esquerda, de centro, de direita, o capital é que determina a ação.
Que balanço o movimento faz das jornadas recém empreendidas nos estados? Qual é a efetividade das ocupações nos dias de hoje, quando se sabe que os latifúndios têm por trás de si exatamente o grande capital, como a Cargil, suscitando a necessidade de crítica e mudança do próprio modelo econômico, que privilegia o agronegócio?
O nosso balanço é positivo, por diversos aspectos. Seja pelos internos, por conta do avanço da organização, seja por termos conseguido pautar o governo, com uma pauta antiga nossa, com três pontos. O primeiro é a atualização dos índices de produtividade de terra, que era um compromisso do governo e nunca havia sido cumprido. O segundo é a liberação dos quase 50% de recursos contingenciados no INCRA, para suplementar 90 mil famílias acampadas no país. E o terceiro é o desenvolvimento dos assentamentos, pois havia um compromisso do governo de qualificar os assentamentos, mas, hoje, 40 mil famílias assentadas ainda vivem em condições de acampadas, não receberam linhas de crédito, nenhuma infra-estrutura.
O governo se comprometeu a descontingenciar o orçamento, o que vai dar para assentar 15 mil famílias. Quanto à mudança dos índices de produtividade da terra, houve uma ação raivosa dos latifundiários e ruralistas [a questão ainda não havia sido definida no fechamento desta matéria], e o governo assumiu o compromisso de construir 280 escolas nos assentamentos. No geral, a jornada foi positiva, teve conquistas, por isso é que é necessário ter organização, mobilização e pressão.
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Mais do que isso, os ruralistas têm tomado atitudes imorais, não têm agido só de maneira violenta, têm avançado muito nessa política de destruição ambiental, com a MP 458. Pelos dados do ministério do Trabalho, 2008 foi o ano no qual mais se encontrou trabalho escravo no Brasil, o que é uma vergonha. Com crise internacional e aqui os proprietários de terra têm todo esse poder e uma ação que é destrutiva pro conjunto da sociedade, não só para os trabalhadores. Eles [os ruralistas] se sentem mesmo muito à vontade.
Por exemplo, vemos nos dados da CPT [Comissão Pastoral da Terra] que os conflitos têm aumentado, a pobreza no campo tem aumentado, e não há política contundente que de fato enfrente esse tipo de ação do latifúndio.
A postura de criminalização do Estado brasileiro (ao menos em algumas partes, como se viu no RS) assusta o MST em relação ao futuro?
Se o Brasil não começar uma política séria de enfrentamento, não tiver política de punição, não só o MST deve ter medo, toda a sociedade vai sofrer. A violência no campo leva ao êxodo rural, desencadeia todo tipo de problema.
Que cenários o movimento vislumbra a partir da próxima eleição presidencial?
Esse é um tema que ainda não discutimos, mas hoje vemos a realidade do Brasil, o Lula que seria uma alternativa deu nisso. Teve avanços, mas tem um legado negativo. Então, qualquer cenário eleitoral tende a piorar a correlação de forças no próximo período.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sindicalista Sônia Godeiro.O diretor do Sindsaúde, Paulo Martins, e os militantes Sônia Godeiro e Valério Fonseca, ex-integrantes do PSTU, se filiaram ao PSOL com objetivo de se candidatarem em 2010.
Eles foram expulsos do PSTU em abril deste ano sob a alegação de não ouvirem as recomendações do partido na condução dos sindicatos.
O PSOL foi fundado no Rio Grande do Norte há cinco anos, tem cerca de 600 filiados e está presente em 12 cidades no estado.
Neste ano, o partido reconduziu pela terceira vez Sandro Pimentel na presidência. De acordo com ele, o objetivo em 2010 é ampliar a atuação do partido e emplacar um deputado estadual ou federal nas eleições.
Fonte:http://www.nominuto.com/noticias/politica/ex-integrantes-do-pstu-se-filiam-ao-psol/40158/
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domingo, 25 de outubro de 2009
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu longa entrevista a Kennedy Alencar, matéria-de- capa da Folha de S. Paulo, integralmente reproduzida na Folha On Line.O que dela se filtra é, principalmente, a metamorfose do Lula num mais do que competente político convencional. Caíram do cavalo os que apostavam na sua incapacidade de pensar, falar e agir como presidente da República, por ter formação escolar apenas básica.
Pelo contrário, suas palavras e raciocínios são os mesmíssimos dos presidentes que essa gente erige como modelos. Decepção real é a dos idealistas que apostaram nele e fizeram campanhas voluntárias, com doação extrema dos seus esforços, para colocá-lo no poder.
Leia o restante do texto no Blog Náufrago da Utopia, clicando aqui
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Editorial do Opinião Socialista Nº 393
• O governo Lula quer fazer os trabalhadores acreditarem que o país está caminhando para chegar ao primeiro mundo com o pré-sal, a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016.Mas, de repente, uma imagem abalou o delírio lulista: a queda de um helicóptero da Polícia Militar, abatido por bandidos do Morro dos Macacos, no Rio de Janeiro. Junto com as cinzas do helicóptero estavam os resultados da política de segurança adotada pelos governos de Sérgio Cabral (PMDB) e Lula. A repressão fascistoide simbolizada pelo Bope e a violência indiscriminada contra as comunidades das favelas mostram seus resultados nulos.Toda a geração de militantes do movimento sindical, estudantil e popular que ajudou no passado a construir a CUT e o PT enfrentou a política de segurança aplicada por Paulo Maluf (PP) em São Paulo.O ex-governador defendia a Rota, uma polícia violenta e corrupta, como a solução para combater o aumento da violência. Os movimentos sociais, naquela época, explicavam que nada mudaria enquanto não acabasse a política econômica do governo, que gerava pobreza e violência.Hoje, tanto o governo Lula e seu pupilo Cabral quanto a oposição de direita (PSDB e DEM) defendem a mesma política de aumentar cada vez mais a repressão. Mas o resultado real é que os bandidos do Rio já têm poder de fogo suficiente para derrubar um helicóptero.Sem mudar a situação social que gera a violência, de nada adianta aumentar a repressão. Sem isso, os bandidos sempre vão poder recrutar parte da juventude para seus exércitos e impor seu domínio nas comunidades. Ou muda a política econômica, ou a situação vai piorar cada vez mais.Não adianta armar melhor essa polícia corrupta. As armas sempre acabarão nas mãos dos traficantes. É necessário acabar com esta polícia e organizar outra, controlada pela população.Três trabalhadores jovens que moravam na favela morreram na subida do morro. Isso é exatamente o retrato da situação dos trabalhadores, que ficam entre dois fogos, o da polícia e o dos traficantes. Podem acabar morrendo, como esses três, e serem chamados de bandidos pela polícia. Para ela, todos os moradores dos morros são bandidos.O futuro do país com esse plano econômico do lulismo (o mesmo dos governos de FHC) não inclui mais emprego e saúde com a exploração do pré-sal. Não teremos mais direito ao esporte por causa da Copa do Mundo de 2014 ou as Olimpíadas de 2016.Haverá lucros bilionários para as multinacionais que investirão no petróleo, assim como para as grandes empresas que farão as obras da Copa e das Olimpíadas. O governo apoiará essas grandes companhias, mas o país será cada vez mais desigual e violento.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Durante a SEMANA POTIGUAR DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RN o Centro Acadêmico de Letras Fátima Barros estará promovendo um CURSO BÁSICO DE FORMAÇÃO POLÍTICA, dias 22 e 23 de Outubro, das 19 às 22 horas, na sala de vídeo da UFRN campus de Currais Novos. Já confirmaram presença os palestrantes Dário Barbosa, Juary Luis Chagas e o Prof. José Mendes de Oliveira Neto. Informações e inscrições no C.A de Letras Fátima Barros.
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sábado, 17 de outubro de 2009
MST: novamente na mira da mídia e do governo Lula
por Júlia Almeida, do DCE USP e da Comissão Executiva Nacional da ANEL
Em defesa da multinacional Cutrale, Lula e a mídia fazem coro chamando o MST de “vândalos”.
No último dia 28 de setembro, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) iniciou a ocupação da fazenda Santo Henrique, no interior de São Paulo. O movimento contava com 250 famílias sem-terra e ocupou a fazenda para denunciar que as terras, hoje sob propriedade da multinacional Cutrale – empresa produtora de suco de laranja para exportação -, são, na verdade, terras públicas, conseguidas pela empresa através de grilagem. O próprio Incra (Instituto para a Colonização e Reforma Agrária) reconhece esse fato.
Bastou o fato de os militantes do MST terem derrubado alguns pés de laranja – cerca de 5 hectares de uma área total de 3 mil hectares, segundo o MST – para plantar comida para os ocupantes, para que os jornais logo saíssem à defesa da multinacional Cutrale. O fato alcançou tamanha repercussão que Lula também teve que mostrar de que lado está: chamou os militantes do MST de vândalos, seguido por outras tão “ilustres” personalidades como o (quase ex) presidente do Senado, José Sarney. No último dia 07 de outubro, as famílias foram retiradas da fazenda, sob forte esquema policial, devido à determinação da Justiça.
Esse fato é uma demonstração cabal, quase caricatural, da hipocrisia em nosso país: vândalos são aqueles que ocupam uma terra pública para dar uma vida mais digna para 250 famílias e não aqueles que se apropriam de uma terra pública para ganhar milhões de reais em lucros da exportação do suco de sua monocultura de laranja.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
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Reunião no Congresso Nacional sobre endividamento público mostra parlamentares alheios ao assunto
Em Brasília, movimentos sociais, Conlutas, Jubileu Sul, entre outros, estiveram presente na reunião que ocorreu na última quarta-feira (14) sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Dívida Pública.
O deputado federal Pedro Novaes (PMDB/MA), o mesmo relator da Lei de Responsabilidade Fiscal, foi novamente convocado. O presidente da sessão, do PT, não compareceu à reunião.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) foi convidado, porém não apresentou nada sobre o tema, como por exemplo, informações sobre contratos, privatizações, troca de títulos, e afins. Uma quantidade grande dos deputados que compõem a CPI nem estavam presente, o que demonstrou que não se pode apostar em uma investigação de uma comissão de um congresso corrupto, e não representativo.
A Conlutas considera importante a instalação desta CPI, pois possibilita a retomada da luta pelo não pagamento da dívida externa e a possibilidade de buscar formas de mobilizar a sociedade.
No dia 13 houve um seminário importante com a participação de vários setores do movimento. A Conlutas compreende que se deve acompanhar os trabalhos, mas principalmente, organizar a mobilização, realizar um seminário de planejamento de ações que permita tirar um plano de ação, produzir uma nova cartilha, transformar o próximo dia 28 em mobilização para garantir uma presença maior dos movimentos na reunião da CPI.
Além disso, denunciar o papel do governo Lula que manteve a mesma sangria do dinheiro público garantindo no último ano, mais de R$ 200 bilhões de pagamento de juros e, pior, o orçamento para o ano que vem prevê R$ 283 bilhões ou 25% do orçamento. Isso sem contar a rolagem da dívida que fará com que chegue a cerca de 50% do orçamento.
Atnágoras Lopes - Coordenação Nacional da Conlutas
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Educação São Gonçalo (RN)
Na madrugada do último dia 8, quinta-feira, os trabalhadores da educação em São Gonçalo do Amarante (RN) alcançaram uma importante vitória. A Chapa 2 – Oposição na Luta, que disputava contra a atual direção, organizada na Chapa 1 e comandada pela CTB, venceu as eleições do Núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE/RN) de São Gonçalo do Amarante. A vitória consolidou o crescimento da oposição na cidade e expressou a vontade de professores e funcionários em combater o governismo da direção do CTB.
A eleição ocorreu durante toda a quarta-feira, dia 7, em dez urnas, sendo duas fixas e oito circulando pelas escolas. A direção do SINTE fez de tudo para atrasar a saída das urnas, dificultando a entrega da diária dos mesários e até escalando motoristas de táxi que não conheciam o roteiro das urnas. Ao todo, foram 578 votos. A Chapa 1 (situação) obteve 174, enquanto a Chapa 2 (Oposição) chegou a marca de 331, alcançando, assim, 70% dos votos. De acordo com a Chapa 2, essa vitória foi uma resposta da categoria contra todo o governismo praticado pela direção do sindicato no últimos anos.
Apoiada pela Conlutas/RN e pelo Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo, a Chapa 2 fez uma campanha bastante politizada, com o objetivo de mobilizar os trabalhadores da educação para enfrentar os ataques do prefeito do município, Jaime Calado (PR), e lutar para arrancar mais conquistas que possam melhorar as condições de vida e trabalho de toda a categoria.
Na opinião de uma das integrantes da Oposição, Socorro Sousa, com esta vitória, o movimento da educação, ao lado do Núcleo do Sindsaúde, terá mais forçar na luta política e econômica contra Jaime Calado e a Câmara Municipal.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa.
§1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminaçãoAgencia EstadoSenado aprova acordo com VaticanoTexto, que prevê ensino religioso facultativo nas escolas públicas, entra em vigor assim que for promulgadoRosa Costa, BRASÍLIA Sem a polêmica que marcou sua passagem pela Câmara, o acordo que trata das relações entre Brasil e o Estado Vaticano foi aprovado ontem pelo Senado. O texto com 20 artigos entra em vigor logo que for promulgado pelo presidentes das duas Casas, Michel Temer (Câmara) e José Sarney (Senado).
A votação no plenário ocorreu horas depois de a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovar, por unanimidade, o parecer do relator Fernando Collor (PTB-AL). No texto, ele destacou os dois pontos do projeto mais criticados pela bancada evangélica: a menção ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas e a possibilidade de aplicação de sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial.
O senador disse que o item da proposta sobre religião é basicamente o mesmo do parágrafo primeiro do artigo 210 da Constituição. O acordo prevê que o "ensino religioso católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurando o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil". Collor afirmou que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação "interpreta" bem a determinação.
Com relação ao casamento, o relator rebateu a afirmação de que se trata de uma imposição de obrigações a não-católicos. "O acordo apenas permite, mas não obriga, que os católicos, casados na igreja católica, recorram aos tribunais eclesiásticos para os assuntos da sua competência".
Em nome do PSDB, o líder Arthur Virgílio (AM) afirmou, no plenário, que o acordo "não tem nenhum ponto nevrálgico". "A ideia da liberdade religiosa está presente e quanto maior for a opção do cidadão, mais democrático será o País."
O líder do DEM, José Agripino (RN), disse não entender a polêmica em torno da aprovação. "Não se trata de uma questão religiosa nem de privilégios para a religião católica." Para o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o texto formaliza a "relação profundamente importante para a cultura e para o Brasil de uma maneira geral".
No parecer, Collor lembrou que o Vaticano celebrou acordos com Estados de religiões distintas da católica, como Marrocos e Israel.
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Eloy Natan, de São Luís (MA)
• Os professores da rede estadual do Maranhão paralisaram suas atividades na semana passada por 48 horas, iniciando as mobilizações da campanha salarial. A categoria reivindica reajuste salarial de 19,2% (índice referente ao aumento das verbas do Fundeb destinadas ao Estado) e a aprovação do PCCS dos trabalhadores da educação.A governadora Roseana Sarney, que durante os seus dois primeiros mandatos não construiu uma escola sequer e foi a responsável pela implantação do Tele-Ensino (mais conhecido como Tele-Engano e que custou aos cofres públicos cerca de R$ 160 milhões), ofereceu reajuste de 6,1%, proposta que foi rejeitada pela categoria em assembleia no dia 21 de setembro.No primeiro dia de paralisação, 29 de setembro, enquanto a direção do sindicato, ligada ao PCdoB e ao PT, que negocia um acordo rebaixado e cargos com o governo, chamava apenas reuniões com os pais nas escolas, mais de 300 professores participaram de uma passeata organizada pela Oposição pelas ruas do centro de São Luís.Na quarta-feira, 30, a direção do sindicato tentou mais uma vez dar um golpe durante o credenciamento da assembleia. Percebendo que estava em minoria, criou um tumulto para impedir a sua realização, desligou a caixa de som e se retirou do auditório onde ocorreria a assembleia.Entretanto, mesmo sem a direção do sindicato, os professores permaneceram no auditório e realizaram a assembleia numa verdadeira rebelião de base. Assim como ocorreu há dois anos, quando a categoria atropelou a burocracia sindical e foi a uma greve de quase cem dias contra a lei do então governador Jackson Lago que reduzia os salários da categoria.Diferente das assembleias feitas pela direção onde a base é impedida de falar, desta vez reinou a democracia e qualquer um pode se inscrever e colocar sua opinião. A assembleia definiu a instalação de estado de greve e paralisação por tempo indeterminado a partir de quarta-feira, 7 de outubro.Sabemos que a burocracia sindical da CUT e CTB tentarão a todo custo isolar a greve e assinar um acordo rebaixado para preservar o governo e negociar cargos. Por isso é preciso agora fortalecer a luta com todos os trabalhadores da educação e unificar as mobilizações com as demais categorias mobilizadas: bancários em greve desde o dia 24 do mês passado e os servidores da CAEMA (Companhia de Águas e Esgotos) em greve a partir do dia 5. A Conlutas vai levar o apoio e a solidariedade a estas lutas.
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OPOSIÇÃO - vence em São Gonçalo do Amarante -
Oposição ao núcleo do Sinte de São Gonçalo do Amarante vence as eleições!!!
Ontem ganhamos a eleição do Núcleo do Sinte-RN de São Gonçalo do Amarante com cerca de 70% dos votos(num placar de trezentos e poucos votos a 179 votos. A eleição correu muito tranquila e a outra chapa(1) era do PCdoB/CTB!!
Hoje e amanhã estamos em campanha em São José de Mipibu que terá eleição no dia 19 de Outubro e desde já solicitamos a ajudar de todos!
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6% de reajuste NÃO!Proposta rebaixada dos banqueiros precisa ser rejeitada
Depois de 14 dias de greve os bancos fizeram uma nova proposta de 6% de reajuste. Porém este valor é menor que as perdas mínimas da categoria que somam 24%. Este reajuste está abaixo dos 10% conquistados no ano passado e muito aquém dos bilionários lucros dos bancos.
A força da greve fez os banqueiros recuarem da proposta inicial de oferecer apenas a inflação e PLR menor, mas a nova proposta também é inaceitável diante das necessidades da categoria.
O setor que, mesmo com a crise, foi o que mais lucrou na economia e que paga a folha de pagamento somente com 60% das tarifas, tem condições de repor as reais perdas dos bancários. Além disso, não existe nenhuma garantia de emprego neste momento de fusões como o Itaú/Unibanco, ABN/Santander e bancos estaduais adquiridos pelo Banco do Brasil.
Também não há qualquer dispositivo que estabeleça o fim das metas, o assédio moral e melhores condições de saúde e trabalho. A categoria está adoecendo e, na greve, deve pautar estes pontos que são cruciais para quem batalha no dia a dia sob pressão.
As categorias em greve neste semestre tiveram reajustes que variaram de 8,65% a 10%, além de abonos em setores como metalúrgicos e construção civil que tiveram uma lucratividade bem menor que o sistema financeiro.
Bancos públicos precisam avançar nas reivindicações específicas
Além das perdas salariais que nos bancos públicos representam em média 90%, os bancários do setor têm reivindicações específicas como PCS, PCC, isonomia como a licença-prêmio e ATS, o fim da trava de dois anos e a lateralidade e a garantia de direitos dos bancos incorporados pelo Banco do Brasil, nas fusões como o Banco do Estado de Santa Catarina, Nossa Caixa e Banco do Estado de Piauí.
A mesa única da Fenaban não pode ser o parâmetro rebaixado, pois devemos exigir que Lula atenda as reivindicações específicas deste setor.
Proposta do Banco do Brasil precisa avançar
Na negociação desta madrugada, o banco avançou em relação às propostas da Mesa Única, mas a força da greve pode arrancar mais. Além das perdas salariais serem maiores que a dos privados, 80,49%, os funcionários do Banco do Brasil tem pontos centrais que precisam ser resolvidos com os funcionários em greve.
Defendemos que na agenda de negociações conste o fim da lateralidade plena - para todos os cargos comissionados; equiparação ao piso salarial da Caixa Econômica Federal já rumo ao salário mínimo do Dieese (hoje R$ 2.047,00); apresentação da proposta de PCS já - não confiamos nas promessas e mesas permanentes; abono total dos dias de greve; licença-prêmio para todos; resgate da proporcionalidade na Cassi ( de 2 x 1 ).
Veja as propostas da última negociação
PLRmantém o formato atual com distribuição semestral.
Veja o valor a receber em alguns cargosEscriturário: R$ 2.890Caixa: R$ 3.189*Ass. Negócios: 1,46 salárioDemais gerentes: 1,56 salário1º Gestor de rede: 1,84 salárioComissionado resp.: 1 e 2 2,28 salários
Condições de trabalho
Contratação de 10 mil novos empregados
Assédio moral
Criação de comitês de ética composto por representantes eleitos pelo funcionalismo, trabalho será acompanhado pelo Sindicato
PCS
Aplicação de 3% na tabela a partir de 1º de outubro. Discussão a partir de 1ºnovembro e a conclusão de proposta até 30 de junho de 2010
Isonomia
Venda e acúmulo de cinco dias de faltas abonadas aos bancários que ingressaram no BB a partir de 1998
Lateralidade
Pagamento das substituições nas agências com mais de sete funcionários, na ausência do comissionado
Licença adoção
Ampliação da licença de 5 dias para 30 dias aos pais solteiros ou casais homoafetivos
Veja as principais propostas dos bancos:
Salários após 90 diasPortaria: R$ 748,59Escriturário: R$ 1.074,46Caixa: R$ 1.501,49 (já incluída gratificação)
Outras Verbas
ATS - R$ 16,59
Gratificação Compensador de Cheques - R$ 94,47
Auxílio refeição - R$ 16,88
Auxílio cesta-alimentação - R$ 298,31
Auxílio-Creche/Babá - R$ 207,95
Participação nos Lucros e Resultados (PLR)Regra básica:
- 90% do salário + valor fixo de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680.- Caso o valor distribuído para os bancários fique abaixo de 5% do lucro, o banco deverá aumentar a PLR de cada bancário até completar este percentual, com limite para cada bancário de 2,2 salários ou R$ 14.696, o que for atingido primeiro.- O total pago por cada banco poderá atingir até 13% do lucro líquido.
- Os valores recebidos na regra Básica poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração de cada banco.
Parcela Adicional
- 2% do lucro líquido distribuído linearmente para todos os trabalhadores até o limite de R$ 2.100.- Os valores não poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração.
Antecipação da PLR
- Regra básica - 54% do salário + R$ 614, com teto individual de R$ 4.008 e limite de 13% do lucro líquido do banco no primeiro semestre.- Parcela Adicional - 2% do lucro líquido do primeiro semestre dividido linearmente para todos os funcionários, com limite de R$ 1.050.
Todos à assembléia
Nesta quinta-feira, os bancários têm um compromisso inadiável: comparecer massivamente nas assembléias.
O comando da Contraf e os sindicatos da CUT defendem a aceitação do acordo. O MNOB e os sindicatos da Conlutas dizem que é necessário seguir adiante: rejeitar e ampliar a greve.
O MNOB alerta que a categoria não pode deixar que manobras decidam seu futuro. Solicita que todos recusem as propostas dos banqueiros e do governo para mudar os rumos desta históra. Este é o caminho.
Fonte: MNOB
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coquetelmolotov
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e a cultura?
O ministério da "cultura" devia se preocupar em pedir a devolução dos rios de dinheiros doados a DONA IVETE SANGALO, SEU CAETANO VELOSO, DONA MARIA BETÂNIA e tantos outros artistas renomados, que, coitadinhos, vivem pedindo e recebendo todos os anos milhões de reais da lei rouanet (de DESincentivo à cultura), para lançar seus cds e incrementar seus shows, e no final ainda cobram 30, 50 e até 100 reais por um ingresso.muito bom pra eles, que se aproveitam de uma lei mal feita pra angariar recursos públicos em prol de suas contas bancárias privadas, enquanto projetos culturais verdadeiros, que ajudariam milhares de crianças e jovens carentes, são simplesmentes VETADOS pelos senhores do ministério da cultura.esse país é uma merda mesmo, tudo quanto é gente querendo se dar bem, todo mundo, políticos, artistas milionários, todos querendo mamar nas tetas do estado, enquanto quem precisa, leva um NÃO bem sonoro e um chute na bunda.
31 ago
Robert
-A empresa da cantora Ivete Sangalo está autorizada a captar R$ 1.950.650,84 (um milhão novecentos e cinqüenta mil seiscentos e cinqüenta reais e oitenta e quatro centavos) da lei rouanet.-R$ 900 mil para o DVD da cantora Vanessa da Mata- 2 milhões pra caetano veloso (esse ano não passou, mas todo ano ele recebe)- R$ 9,4 milhões - Cirque du Soleil conseguiu VIVA À CULTURA!!!!!!
31 ago
Robert
ENQUANTO ISSO...
Com índices alarmantes relacionados à cultura - 90% dos municípios não tem teatro nem cinema, nem aparelhos culturais (ou seja, dos 5.100 municípios apenas 510 tem acesso à cultura).RONALDO!!!!!!!!
31 ago
Robert
caetanto veloso se enfureceu
este ano o caetaninho veloso ficou puto pq nao vai receber a verbinha básica.olha só o que fez a ex-dele, qd soube q o seu eX nao ia receber a grana:"O que ela fez [Paula Lavigne, ao ligar para o ministro questionando a restrição ao uso da Lei Rouanet por Caetano] foi normal. Ela disse: “Caetano está escrevendo um artigo sentando o pau no MinC”.http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/
31 ago
Robert
olha como caetano passa fome...
"Ao longo de dezenove anos de casamento, Caetano Veloso e sua segunda ex-mulher, Paula Lavigne, construíram juntos um império. Écomo ela gosta de chamar o conjunto formado por sua empresa, a Natasha Produções, e os imóveis, que incluem um apartamento de frente para o mar de Ipanema, no Rio de Janeiro, e um outro, em Nova York."
31 ago
Robert
IVETE PODE DEIXAR DE SER BENEFICIÁRIA DA LEI ROUAN
Por Tenerry Freitas 26/07/2009 De acordo com o colunista Michel Telles, começa a se formar no Congresso Nacional uma corrente favorável à revisão imediata das leis de incentivo à cultura, a fim de evitar que artistas já consagrados e milionários recebam dinheiro público para financiar a montagem dos seus shows. Recentemente, Ivete Sangalo e Caetano Veloso foram os beneficiados com a Lei Rouanet.SERÁ QUE os artistas pobre-coitados, com seus poderosos lobbys, vão deixar a lei ser revisada?
31 ago
Robert
AGORA EU ENTENDO
Agora faça um entrevista com esse povinho, pra ver como enchem o peito defendendo o acesso à cultura e blá blá blá...agora eu entendo o discursinho deles.querem mais acesso...aos cofres públicos!E VAI ROLAR A FESTA, VAI ROLAR...E O POVO DO GUETO...QUE VÁ SE LASCAR!!!!!
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Por Gilmar Mauro
Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show!"
É patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.
Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região, em 1995, para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!
Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo, realizada em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-lo. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos ilustres defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Executivo ou Judiciário, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das outras milhares de pessoas no país.
Poucos no Congresso Nacional levantam a voz para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da Função Social da Terra:
a) Produzir na terra;
b) Respeitar a legislação ambiental e
c) Respeitar a legislação trabalhista.
Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 1988 não foi cumprida. E muitos falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza estes vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos é o Estado mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para os movimentos sociais e para a maioria do povo.
Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não os do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor do que hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas socias.
A grande política exige grandes homens e mulheres, não os diminutos políticos - não no sentido do porte físico - da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica - não no sentido material - que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que sejamos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferencia homens de ratos, ou, laranjas de homens.
Gilmar Mauro é integrante da coordenação nacional do MST.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
"Uma Ficção"
Jeferson Choma, da redação
Ao anunciar que o Rio de Janeiro será a sede da 28º edição dos Jogos Olímpicos em 2016, uma onda de entusiasmo nacionalista explodiu pelo país. Afinal, a capital fluminense será a primeira cidade da América do Sul a abrigar uma edição na história do evento.
Ao lado de muitas manifestações de alegria honestas e genuínas do povo, governantes e cartolas não perderam a oportunidade de faturar com a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI). O presidente Lula aproveitou para despejar um bombardeio de declarações ufanistas, enaltecendo o potencial brasileiro. “Finalmente, o Brasil vira um país de primeira classe”, disse aos prantos, enquanto uma gigantesca campanha de mídia, liderado principalmente pela Rede Globo, reproduzia à exaustão as declarações “dos políticos” sobre o “orgulho de ser brasileiro”.
Poucos apostavam que o Rio seria escolhido no lugar de Madri, Tóquio ou Chicago. Essa última cidade teve o apoio de Barack Obama durante a disputa. O próprio Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que agora será o chefe oficial da preparação dos Jogos, confessou: "agradeci, porque realmente não estávamos preparados". O escritor Paulo Coelho, presente na comissão, até prometeu “plantar bananeira” na praia de Copacabana, caso o Rio fosse escolhido.
Vitória sobre os ricos?
Após o anúncio, a imprensa comemorou entusiasticamente o que para ela representou uma vitória sobre Obama e o lobby dos países ricos. Será? Difícil acreditar. Para Alberto Murray Neto, do Tribunal Arbitral do Esporte e ex-presidente do COB, a decisão foi “uma hipocrisia” do COI. “Tentaram fazer história à custa do desespero dos pobres”, escreveu no jornal Folha de S. Paulo do dia 3 de outubro.
Segundo Murray, um dos membros do COI, cujo nome ele não revelou, teria dito: "o que ocorre no esporte do seu país hoje fede". Ciente dos desmandos e da corrupção que assola o esporte nacional, por que então o comitê tomou a decisão favorável ao Rio? Tudo indica que a decisão pode ter sido uma espécie de “concessão” ao Brasil, com a Copa do Mundo de 2014, expressando o crescente papel do país e do governo Lula como aliado das nações imperialistas em nível internacional.
O Brasil é parte dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), grupo de países com peso econômico importante, agora associado ao G-20. Lula é “o cara” dos governos imperialistas, o ponto de convergência da política das multinacionais para a América Latina, de tal maneira que banca a ocupação militar no Haiti (veja página 12). Reforçar o peso de um governo como este é uma grande jogada política das multinacionais e uma aposta econômica segura de bons negócios.
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Uma obra de ficção
O Rio exibido “ao mundo” no vídeo assinado pelo cineasta Fernando Meirelles simplesmente não existe. É pura ficção. Como também o são as declarações de Lula, do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes e de todos os oportunistas encastelados no COB. Toda essa gente está engajada numa “olímpica” campanha ufanista para ganhar a simpatia do povo e induzi-lo a uma sensação de otimismo generalizado. Assim, escondem os enormes problemas do país e do Rio.
Para a maioria do povo, a Olimpíada no Rio está sendo literalmente vendida como a solução de todos seus problemas. Num passe de mágica, os gravíssimos problemas sociais que afligem a cidade maravilhosa desaparecerão. Os Jogos vão acabar com a violência e o tráfico, além de melhorar os serviços públicos e ainda permitir a “inclusão social” de milhares de jovens pobres, afirmam Lula e aliados.
Difícil, porém, é entender como alguém pode ser “incluído socialmente” onde a miséria é a principal barreira ao seu desenvolvimento. A dura realidade na periferia e nas escolas públicas é a de jovens que vivem sem nenhuma prática esportiva. Como não existem políticas e investimentos públicos no setor, os atletas brasileiros ficam à mercê do patrocínio privado que, respeitando a lógica de mercado, só investe dinheiro quando há “garantia de retorno”.
Além disso, o esporte no Brasil é refém de seus gananciosos dirigentes. O COB de Arthur Nuzman, por exemplo, está longe de ajudar no desenvolvimento do esporte nacional. É uma entidade-empresa cuja finalidade é organizar megaeventos desportivos com o intuito de obter lucro.
Um presente para os empresários
E lucro é exatamente o que a Olimpíada mais vai proporcionar aos empresários. O projeto do Rio foi apresentado como o mais caro entre as candidaturas. Na previsão do governo, os gastos dos Jogos em 2016 serão de 25,9 bilhões de reais, ou seja, seis vezes mais do que o valor empenhado para organizar o Pan-Americano, que custou 3,7 bilhões. A maior parte da verba virá dos cofres dos governos, especialmente do federal. Só para efeito de comparação, os recursos para a Olimpíada representam metade do orçamento da saúde para este ano, pouco mais de 50 bilhões de reais.
Como no Pan, não há dúvida de que todo esse dinheiro será uma enorme fonte de corrupção envolvendo empresários, políticos e cartolas. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) nas contas do Pan-Americano constatou vários indícios de corrupção e superfaturamento. A primeira avaliação do custo total da competição foi de 410 milhões de reais, em 2002, mas terminou em 3,7 bilhões, um crescimento fabuloso de 793%. Um exemplo dessa farra com o dinheiro público foi a construção do estádio João Havelange, o Engenhão. Orçado inicialmente em 74 milhões de reais, a obra custou 380 milhões.
"Se o Pan foi aquela coisa horrorosa de gastança de dinheiro público, imagina então o que vai ser da Olimpíada. E o que houve de melhoria estrutural depois do Pan? O trânsito no Rio está cada vez mais caótico, os hospitais são ineficientes, a rede de hotelaria idem", questiona Murray.
Além disso, os preparativos para o Pan foram acompanhados por uma violência policial brutal contra os moradores das favelas, com chacinas e mortes de inocentes. A ação mais famosa da polícia foi no Complexo do Alemão, conhecida como a chacina do Pan. Na ocasião, o aparato repressivo de Cabral e Lula realizou uma operação de "limpeza" para tirar pobres e negros das ruas e, assim, não estragar a festa. Policiais posaram para capa de revistas ao lado dos cadáveres como se estivessem exibindo sua caça abatida em um safári. Essa odiosa operação de limpeza vai ser ainda mais cruel às vésperas dos Jogos de 2016.
Jatinhos e tramoias
Um indício dessa promíscua relação entre governantes e empresários apareceu poucas horas antes do anúncio do COI. Para chegar à Dinamarca, sede do comitê, Sérgio Cabral e Eduardo Paes viajaram no jatinho particular do empresário Eike Batista, considerado o homem mais rico do país.
O custo da viagem foi bancado pelo bilionário, que havia investido até a semana passada 23 milhões de reais na campanha Rio 2016. Eike tem vários negócios no estado e hoje negocia com fundos de pensão de estatais a compra de parte das ações na Vale. Questionado se a viagem de jatinho teria alguma relação com as oportunidades de negócios proporcionadas pela Olimpíada, o governador respondeu: "Imagina. Imagina. Ele é um empresário que quer o bem do Rio".
Outra pista do que vem por aí são os gastos do próprio Comitê Rio 2016. De todas as candidaturas, a carioca é a única que não revelou ainda o total de gastos com a campanha. Mas um levantamento feito pela imprensa mostra que ela deve ter consumido pelo menos 100 milhões de reais, a maior parte de dinheiro público.
Muitos dizem que a solução é adotar medidas de transparência para evitar a corrupção. Mas parece que o governo não está nem aí para o problema. No dia 5, Lula disse que questionar a transparência dos investimentos previstos para os Jogos Olímpicos é um argumento para diminuir o papel do Brasil.“Eu acho que ficar com esse argumento agora, que eu já ouvi algumas pessoas dizerem, seria colocar o Brasil outra vez no papel pequeno que alguns querem colocar todo santo dia”, disse.
Grandes mesmo serão a roubalheira e a festa dos empresários.
O temor com a farra com o dinheiro público foi justamente o que levou os moradores de Chicago, nos Estados Unidos, a criarem uma campanha contra a realização da Olimpíada na cidade. O principal argumento levantado por eles era o de que havia outras necessidades prioritárias, levando-se em conta a crise econômica.
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Realidade versus ficção
Brasil continua no pódio da desigualdade social
Todo o otimismo propagado pela mídia contrasta com a situação esportiva do país, que não escapa dos graves problemas sociais e econômicos. É esse contexto que explica nossos ridículos resultados em competições internacionais. E pouco mudou após a realização dos Jogos Pan-Americanos em 2007, apesar de todo o entusiasmo nacionalista criado pela imprensa. Na Olimpíada de Pequim, o Brasil terminou em 23° lugar no quadro de medalhas, atrás da Jamaica (do espetacular velocista Usain Bolt) e de países africanos como Etiópia e Quênia.
Repetindo a mesma demagogia da época do Pan, o governo promete incentivar o esporte brasileiro. Para isso, no entanto, é preciso mais do que vídeos de ficção e discursos. É necessário encarar os problemas sociais de frente, condição chave para o desenvolvimento do esporte brasileiro. Para mudar o acesso do povo a educação, alimentação, saúde e esporte, é preciso, antes de tudo, mudar radicalmente a estrutura social do país. Ou seja, transformar radicalmente a política econômica. Algo que este governo não fez e nem vai fazer.
Sob o governo Lula, o Brasil continua no pódio da desigualdade social. É o décimo país mais desigual no planeta, segundo o novo relatório do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Essa é a realidade olímpica que nenhum delírio nacionalista é capaz de esconder.
Como ressaltou o jornalista esportivo Juca Kfouri logo após a decisão do COI: “Foi um belíssimo show, é pura ficção o que nós vimos, daqui a pouco vai começar a realidade”.
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domingo, 4 de outubro de 2009
17/09 - 10:49 - Valor Online
BRASÍLIA - O governo voltou a aumentar a fatia de capital do Banco do Brasil que pode estar em poder de investidores estrangeiros. De acordo com fato relevante divulgado pela instituição, um decreto presidencial elevou o limite de 12,5% para 20% das ações. Decreto presidencial também abriu caminho para o BB fazer sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), pois autorizou, pela primeira vez, a emissão de American Depositary Receipts (ADRs, recibos lastreados em ações) pela instituição.A medida está relacionada ao processo de inclusão total do BB no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Para isso, o banco estatal precisa ampliar o volume de capital em poder de acionistas minoritários.A instituição já realizou duas ofertas secundárias de ações, uma em 2006 e outra no final de 2007, com o intuito de se enquadrar na exigência de free-float (ações em poder do mercado) mínimo de 25%.Tomando como referência a base acionária atual do BB, 21,71% do capital já está em poder do mercado (11,1% nas mãos de estrangeiros). A União é a controladora do capital do banco, com 65,6%. A Previ - fundo de pensão dos funcionários - tem 10,2% e a BNDESPar, 2,5%.Com a retirada desses dois entraves cresce a chance de o Banco do Brasil fazer uma nova oferta de ações para se adequar às exigências do Novo Mercado. O prazo inicial para adequação era junho de 2009.(Azelma Rodrigues e Eduardo Campos Valor Online)
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