terça-feira, 18 de maio de 2010

Deu na Imprensa
Zé Maria busca enfraquecer concorrentes

Defendendo um programa socialista para a classe trabalhadora, o pré-candidato à Presidência José Maria de Almeida, o Zé Maria (PSTU), garante que seu partido, apesar de lançar candidatura própria, mantém como prioridade para as eleições deste ano avançar nas propostas e conseguir aos poucos acabar com o capitalismo.

A expectativa é obvia para o socialista: atrair o maior número de eleitores. Porém, a vitória para o PSTU será "tirar cada voto dos partidos de direita e do governo Lula (pela pré-candidata Dilma Rousseff, do PT), para enfraquecê-los e fortalecer nossa luta pelos trabalhadores", afirmou.

Zé Maria, que busca pré-candidatura financeiramente independente, critica postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem carrega trajetória ligada a lutas, militando junto a ele durante as greves do ABC, no final dos anos 1970. "O PT sofreu uma transformação e o que antes lutava para que os trabalhadores governassem o País, hoje é dominado pelo imperialismo. Quem governa o Brasil são as grandes empresas e bancos, isso porque o Lula, à frente do PT, optou por fazer uma campanha financiada. E quem paga é quem manda."

O socialista acredita que o financiamento nas campanhas é a base da corrupção, motivo esse responsável pela escolha do PSTU em lançar candidatura própria para este ano, que não contará com alianças partidárias. Nas últimas eleições, em 2006, o partido se uniu com Psol e PCB, formando uma frente de esquerda para apoiar a candidata pelo Psol na época, Heloísa Helena. Neste ano, a coligação foi descartada já que segundo Zé Maria, o partido "que se diz socialista trilhará o mesmo caminho do PT, optando por campanha financiada". Para ele, "a frente de esquerda morreu no momento em que o Psol buscou aliança com o PV e a pré-candidata Marina Silva." Aliás, o socialista critica sua concorrente pelo PV e acredita que Marina não propõe nenhuma mudança para o Brasil.

Ao avaliar os sete anos de governo Lula, Zé Maria defende que o País é rico, mas onde e a forma como o dinheiro é aplicado é o grande problema.

Já ao analisar as pré-campanhas dos candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff, Zé Maria acredita que os concorrentes vêm demonstrando cada vez mais a ausência de diferenças comuns. "Eles apresentam o mesmo projeto. Um vai dar continuidade ao governo Lula e o outro voltará à gestão do Fernando Henrique."

Ao defender sua pré-candidatura, o socialista diz que trabalhará para "convencer a classe trabalhadora de que temos que governar o País e não os bancos e as grandes empresas."

Zé Maria define sua futura campanha como ‘modesta'', já que contará apenas com empréstimos financeiros dos filiados do partido e com pouco tempo de propaganda televisiva. "A legislação eleitoral não é democrática. O PMDB negocia tempo na TV ora com o PSDB ora com o PT, enquanto nós falamos 30 segundos."

‘O Grande ABC tem a situação mais contraditória do País''

"Como que uma cidade que produz tanta riqueza pode ter tantas pessoas desabrigadas?" É dessa forma que Zé Maria avalia o Grande ABC. Para ele, a região é uma das mais contraditórias do País.

"As empresas cresceram economicamente, porém só elas. O faturamento delas quase triplicou, enquanto que a classe trabalhadora diminuiu."

Segundo o pré-candidato, os trabalhadores perderam nos últimos anos de 30% a 40% dos postos de trabalho e os que se mantiveram nas empresas carregam uma grande carga horária.

"A riqueza ficou nas mãos dos proprietários e não nas dos trabalhadores. Enquanto isso, aconteceu o empobrecimento da população. O crescimento das indústrias deveria beneficiar o povo, para que tivesse moradia decente e melhor qualidade de vida."

Voltando a criticar a economia do Brasil, Zé Maria acredita que enquanto a estrutura do País não mudar, a situação continuará a mesma.

"Se esse fruto não for distribuído para todos não valerá de nada. Por isso, temos que colocar as empresas nas mãos dos trabalhadores. Eles que precisam governar o País e essa sempre foi a proposta do PSTU."

Passado

A relação de Zé Maria com o Grande ABC vem de muitos anos. Metalúrgico integrante da executiva nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), começou a atuar no movimento operário em Santo André, na década de 1970. Foi preso durante a paralisação da classe em 1977 e 30 dias depois de ser libertado tornou-se um dos integrantes do comando de greve dos metalúrgicos do ABC.


17 de maio de 2010
Nacional
Diante da crise europeia, governo Lula anuncia novos cortes



Diego Cruz, de São Paulo

No mesmo dia em que o governo reafirmou seu otimismo em relação ao crescimento da economia em 2010, anunciou também um novo corte nos gastos públicos e maior aperto da política fiscal.


A parte do discurso otimista ficou a cargo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, convidado à reunião nacional da direção da CUT, em Brasília, nesse dia 12 de maio. Jogando para a plateia, o ministro desfiou previsões como o de crescimento de até 6% do PIB este ano. Mesmo reconhecendo que 2 bilhões de dólares saíram do país durante a crise financeira, Mantega afirmou que o Brasil está agora mais “preparado”.


Isso porque o país contaria com o menor déficit nas contas entre os países do G20, posição conquistada após sucessivos cortes e políticas de superávit primário herdada do governo FHC. “Quem diria que o governo do presidente Lula poderia gerar melhor desempenho fiscal que os governos anteriores?”, perguntou aos sindicalistas. Pergunta que poderia ser traduzida como: quem diria que Lula aplicaria uma política neoliberal mais radical que os governos anteriores?


Mais cortes

A poucos metros dali, outro ministro ficou com a parte menos simpática. Paulo Bernardo, o dono da pasta do Planejamento, anunciava mais cortes este ano nos gastos do governo. No início do ano o governo já havia “contingenciado”, um eufemismo para os cortes, R$ 21 bilhões. Agora, em entrevista ao Estadão, Bernardo disse que os novos cortes serão necessários para evitar um crescimento muito acelerado da economia e a inflação que esse “risco” embutiria. “Vamos tentar fazer o menos dolorido possível, mas vai doer”, avisou.


O ministro relatou uma reunião entre Lula e os principais ministros, em que o governo teria detectado o perigo da inflação com o atual aquecimento da economia. Isto é, o aumento do consumo se dando num ritmo maior que a produção causaria uma elevação nos preços, o que forçaria o Banco Central a elevar ainda mais os juros no futuro, causando um dano ainda maior. O aperto fiscal seria, nessa lógica, um “mal menor”.


No dia seguinte ao evento da CUT, Mantega detalhou que o corte pode chegar a R$ 10 bilhões. Ou seja, se o governo Lula cortava gastos no início de seu mandato por causa da economia estagnada, agora impõe um arrocho sob o pretexto de um suposto crescimento desordenado.


A verdadeira razão para tal política, porém, aparece na própria fala do ministro Paulo Bernardo. Segundo ele, “com a crise internacional, temos de ficar mais atentos”.

Isso significa que, diante do temor dos investidores com a crise na Europa, o Brasil deve reforçar sua credibilidade junto aos credores da dívida pública. E demonstrar que vai cumprir com folga a meta de superávit primário, de 3% do PIB.


Servidores resistem

Faz parte dessa orientação o recente anúncio realizado pelo próprio Paulo Bernardo, de que o governo rejeitaria qualquer reivindicação de reajuste dos servidores públicos e mais, que cortaria o ponto dos eventuais grevistas. ”Se houver greve, a orientação é anotar a freqüência, descontar os dias parados e ir aos tribunais para que as greves sejam decretadas ilegais”, ameaçou.


Os servidores públicos, porém, resistem e não abandonam a mobilização. Funcionários de setores como o Ministério do Trabalho e Meio Ambiente, além de servidores da Justiça Federal, estão cruzando os braços por salários, Planos de Carreira e contra o desmonte dos serviços públicos. Nesse dia 12 houve uma dupla vitória. O projeto que determina o congelamento nos salários dos servidores por 10 anos foi rejeitado por uma comissão da Câmara. E na Justiça, a greve do Ibama teve sua ilegalidade rejeitada.

As recentes declarações do governo, porém, indicam uma nova ofensiva autoritária contra as greves e mobilizações. Um lembrete de que a Europa não está, afinal, tão longe.

Postado por PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

16 de maio de 2010
Eleições
Zé Maria debate com outros pré-candidatos nesta segunda na UFRJ


Zé Maria participa, nesta segunda-feira, 17, de um debate entre os pré-candidatos à presidência da República no Rio de Janeiro. A atividade abre a V Semana de Integração Acadêmica promovida pela Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele vai dividir a mesa com Plínio de Arruda Sampaio, pré-candidato pelo PSOL, e com Eduardo Serra, do Comitê Central DO PCB, que vai representar o pré-candidato de seu partido, Ivan Pinheiro. José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) também foram convidados, mas não confirmaram presença.

“Este tipo de evento ajuda a romper o boicote da mídia às candidaturas menores, como a nossa, que não tem parceria com empresas e banqueiros para fazer campanhas milionárias”, diz Zé Maria. “É importante que os trabalhadores e a juventude saibam o que os candidatos estão defendendo, mas ao apresentar apenas alguns, a burguesia impede que eles tomem conhecimento dos programas e possam escolher”, concluiu.

Zé Maria também destaca a importância de debater um projeto de educação pública, gratuita e de qualidade. “O governo Lula foi inimigo do ensino, promoveu a expansão das universidades privadas e continuou sucateando as públicas, exatamente como fazia FHC. Mas não é só isso, seu projeto do ReUni é o maior ataque à educação pública no país”, afirma.


Eleições
PSTU escolhe candidatos no Rio Grande do Norte


Reunido em plenária no último dia 8 de maio, o PSTU do Rio Grande do Norte escolheu os candidatos que representarão o partido nas eleições de outubro. Para o governo do Estado, foi aprovado o nome da enfermeira e dirigente sindical Simone Dutra como pré-candidata.

Simone trabalha no hospital Santa Catarina e possui uma longa história no movimento sindical do Estado, tendo sido diretora do Sindsaúde. Militante do partido há 15 anos, já foi candidata à senadora e sempre se mostrou uma mulher dedicada às tarefas do partido e do movimento sindical, como no caso da fundação da Conlutas no RN.

Para o Senado, o partido escolheu como pré-candidato o professor Dário Barbosa, que já foi candidato a outros cargos, como prefeito e governador, e também tem uma história marcada pela militância política. Ele foi um dos fundadores do PSTU. Além disso, o partido já apresentou nacionalmente José Maria de Almeida, o Zé Maria, como pré-candidato à presidência da República.

“O PSTU quer construir uma alternativa de esquerda e socialista para os trabalhadores do Brasil e do RN. Por isso está apresentando lutadores de nossa classe, com uma larga história em defesa dos trabalhadores e da população pobre. São companheiros que não se venderam ao longo dos anos de luta”, afirma Dário Barbosa.

“Defendemos a construção de um governo de esquerda, revolucionário e socialista, que mude a política econômica do país e garanta emprego, salário e vida digna para todos os trabalhadores. Acreditamos que só com muita luta nas ruas, no campo, nos locais de trabalho e de estudo poderemos mudar nossas vidas. Entretanto, nestas eleições, não iremos abandonar a classe trabalhadora nas mãos de políticos e partidos corruptos defensores dos empresários”, defende Simone Dutra.

Quanto à Frente de Esquerda com o PSOL, o PSTU afirma que ela não será possível por causa dos rumos que tomou o partido de Heloisa Helena. Dividido e em crise, o PSOL está apresentando a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio contra a maioria do seu próprio partido, pois as principais figuras públicas, como Heloisa Helena e a deputada federal Luciana Genro, não apóiam sua candidatura porque defendem que o PSOL apóie Marina Silva.

O PSTU também lançará candidatos a deputados estaduais e federais. Os nomes serão definidos em uma nova reunião no próximo dia 24. O partido também pretende apresentar oficialmente seus candidatos ainda este mês, no dia 28, quando José Maria de Almeida estará em Natal.
Postado por PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

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