domingo, 7 de novembro de 2010

Direito ao lazer

No mundo em que a produção e o consumo são alienados, é difícil evitar que o lazer também não o seja. A passividade e o embrutecimento nessas atividades repercutem no tempo livre. Sabe-se que pessoas submetidas a trabalho mecânico e repetitivo têm o tempo livre ameaçado mais pela fadiga psíquica do que física, tornando-se incapazes de se divertir. Ou, então, exatamente ao contrário, procuram compensações estimulantes e até violentas que as recuperem do amortecimento dos sentidos. A propaganda da bem-montada indústria do lazer, ao contribuir, por sua vez, com esse processo de alienação, orienta as escolhas e os modismos, manipula o gosto, determinando os programas. Dependendo da época, elegem-se atividades, corno barzinhos, passeios, festas (invariavelmente regadas a muita bebida e música descartavel)Até aqui, tratamos de determinado segmento social que dispõe do tempo e do dinheiro para o lazer. Resta lembrar, ainda, que as cidades não oferecem infra-estrutura que garanta aos mais pobres a ocupação do seu escasso tempo livre em atividades gratuitas: lugares onde ouvir música, praças para passeios, várzeas para o joguinho de futebol, clubes populares, locais de integração social espontânea. Essa restrição torna muito reduzida a possibilidade do lazer ativo, não-alienado, ainda mais se lembrarmos que as pessoas se encontram submetidas a várias for­mas de massificação pêlos meios de comunicação.Aqui em Currais Novos não existe quase nada que possibilite um lazer de qualidade para a população trabalhadora. O exemplo mais latente é o espaço do SESI- atual prédio da Secretaria de Saúde do município. O local está completamente sucateado. Uma área com aproximadamente 40.000m2. com infra-estrutura para bar, salão, piscinas, quadras e campo de futebol se encontra totalmente abandonado a revelia do tempo e da incompetência da atual administração do DEM. O que poderia ser um espaço público de lazer para a comunidade é na verdade um depósito de pernilongos e um descaso diante da população trabalhadora que sofre pela falta de espaços adequados para a prática de um lazer mais qualificado.As organizações dos trabalhadores –sindicatos, associações de bairros, grupo de mulheres e outras - do município podem plenamente assumir os rumos daquele espaço. A prefeitura pode implementar ali um amplo projeto de sociabilidade em conjunto com a comunidade transformando o antigo SESI num exemplo vivo de democratização da cultura e do lazer. Mas isso é esperar muito das oligarquias locais que só olham pra seu estômago.

Um comentário:

Anônimo disse...

EMELESOBSOF

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