domingo, 19 de dezembro de 2010

Ex- candidata ao Governo do RN é perseguida em São Gonçalo

OS ATAQUES AOS TRABALHADORES E AO MOVIMENTO SINDICAL EM SÃO GONÇALO DO AMARANTE

Companheiros (as),

Quero relatar alguns fatos que estão acontecendo em São Gonçalo, sobretudo na Unidade de Saúde de jardim Lola onde trabalhei por mais de cinco anos e ainda sou lotada. Entre todos os gestores autoritários um vem se destacando na Administração de Jaime e Zenaide Calado, é o Sr. Jean Queiroz de Jardim Lola. Ele vem tratando os servidores debaixo do chicote, tendo como seu principal método o assédio moral. Vou relatar alguns episódios e o problema que aconteceu por último, nesta quinta-feira:

  • O ano passado ele transferiu Dalva Lúcia, recepcionista há 16 anos naquela unidade de saúde, com acusação de maus tratos aos pacientes. Ela não teve direito à defesa e não só foi transferida da unidade de saúde como da própria secretaria de saúde. Hoje ela trabalha na tributação;
  • Fizemos um ato público e ele colocou uma pessoa da população para nos enfrentar e que ao pegar o microfone atacou os funcionários. Eu respondi a ela e o gerente aproveitou para tirar foto quando eu falava com ela. Esta foto foi utilizada por ele para me atacar, inclusive com exposição de foto na unidade de saúde e hospitais como o Walfredo Gurgel;
  • São vários os relatos de assédio moral com as funcionárias: quer obrigar as técnicas de enfermagem ficar na farmácia para dispensa de medicamentos, acumulando tarefas que não são da sua responsabilidade; fica dias sem falar com as funcionárias; fala agressivo acusando-as de querem ser superiores as demais por terem cursos de graduação, entre outras coisas. Nós já fizemos denúncia por assédio moral tanto ao Ministério Público Estadual, quanto ao Ministério Público do Trabalho e ninguém fez nada até agora;
  • O ano passado enquanto fazia uma reunião na unidade com os servidores ele nos abordou várias vezes tentando impedir que a reunião acontecesse. Ele chamava as técnicas de enfermagem para irem para farmácia, eu interferi dizendo que elas não eram obrigadas a ir para farmácia, pois não era função delas. Ele respondeu que não estava falando comigo e me chamou de imbecil no corredor da unidade, eu revidei dizendo que imbecil era ele. A partir daí qualquer visita do sindicato àquela unidade, sobretudo à tarde que é o horário dele é sempre um transtorno;
  • Há cerca de 6 meses atrás eu fui fazer o trabalho do sindicato e quando cheguei ele adotou a postura de me seguir pela unidade de saúde numa tentativa de me intimidar e também aos servidores que realmente ficam acuados. Neste dia não fiz nada e nem consegui fazer reunião, pois as pessoas estavam amedrontadas;
  • Dia 11/11/10 fui à Unidade de Saúde de jardim Lola para dar informes sobre uma ação judicial que os servidores estão recebendo. Quando cheguei ele adotou a mesma postura, pra onde eu ia ele ia, sempre calado, fazendo de conta que estava lendo algum papel e sentou na reunião. Eu reagi dizendo que ele não iria conseguir me intimidar e impedir o trabalho do Sindicato. Peguei minha máquina fotográfica e comecei a fotografá-lo na reunião para que pudesse registrar a postura de intimidação dele. Ele reagiu e veio pra cima de mim. Numa postura ameaçadora ele ficou nariz com nariz comigo. Eu falei que não tinha medo dele, continuei falando com o pessoal e ele ficou gritando no corredor da unidade e me chamou de VAGABUNDA para todos os servidores e pacientes escutarem. Eu fui até a delegacia e fiz um BO e a audiência foi marcada para o dia 15 de dezembro às 14h.
  • Dia 15/12/10 houve a primeira audiência na delegacia de São Gonçalo. O sr. Jean foi aclamado e apoiado por um grupo de cargos comissionados que estiveram presentes na delegacia com faixas, entre eles colegas enfermeiras, e idosos de Jardim Lola (ver oresenheiro.blogspot.com). Comigo foram dois companheiros do PSTU, Alexandre Guedes e Dário Barbosa.
  • Na audiência reiterei as acusações e a versão do Sr. Jean Queiroz é a seguinte:
    • “... ela chegou na unidade já me empurrando”;
    • “ela me chamou de desocupado e que eu deveria procurar o que fazer...”
    • “a reunião na unidade durou de 40 minutos a 1 hora, prejudicando o funcionamento da unidade”.
  • Como não houve acordo, a denúncia segue e dia 21/12/10, 9h, haverá nova audiência, desta vez com a presença de testemunhas.

Desta vez queremos levar apoiadores e defensores da livre atividade sindical, dos que defendem o direito dos trabalhadores, dos que são contra o assédio moral e o machismo. POR ISSO QUEREMOS CONVIDAR ESTA ENTIDADE, SERVIDORES E SINDICALISTAS A PARTICIPAR DESTE ATO DIA 21/12/10, 9H, NA DELEGACIA DA POLÍCIA CIVIL DE SÃO GONÇALO (CENTRO).

Nenhum comentário: