| Campanha Nacional |
| OAB recebe denúncias da Conlutas e de sindicatos sobre criminalização dos movimentos sociais |
Representantes de vários movimentos sociais e de centrais sindicais estiveram reunidos dia 31.07 com o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, e fizeram uma série de denúncias que indicam a tendência cada vez maior de criminalização, em todo o Brasil, dos atos praticados pelos movimentos sociais em representação às suas categorias. "Estamos chegando cada vez mais próximos de um estado policial no Brasil, onde a solução parece ser cadeia pra todo mundo", afirmou Britto, lembrando que também os advogados têm sentido o problema na pele, tendo seus atos criminalizados quando da defesa de clientes. Entre as denúncias relatadas pelos representantes sindicais estão decisões judiciais aplicando multas exorbitantes contra a realização de assembléias e atos públicos em frentes a fábricas, vedação de distribuição de folders e material convocatório para reuniões e punições contra greves já realizadas, além de demissões em massa por parte das empresas. Um caso que chamou a atenção foi a recente ação ajuizada e deferida em favor da General Motors, na planta de São José dos Campos (SP), em que foi proibida a circulação de membros sindicais nas fábricas para falar com os trabalhadores. "É inadmissível esse procedimento em pleno Estado Democrático de Direito. Há o direito de greve e o direito de livre representação. No entanto, nós não podemos aparecer nas portas das fábricas para falar com os sindicalizados", criticou o coordenador nacional do Conlutas, José Maria de Almeida, presente à reunião na sede da OAB. "A atitude da empresa poderia ser enquadrada como crime contra a organização do trabalho, mas, por mais perplexo que possa parecer, a empresa está resguardada porque obteve decisão judicial para agir assim", complementou. Entre os relatos que mais chamaram a atenção está, ainda, o da aplicação de multa milionária pedida pela Embraer contra o Sindicato dos Metalúrgicos, pela distribuição de panfletos em frente às fábricas. "Essa multa sangra os cofres sindicais em 30% todos os meses", afirmou o advogado da Conlutas, Aristeu César Pinto Neto. Os relatos foram entregues em um dossiê ao presidente nacional da OAB, que se colocou à disposição das entidades para debater e auxiliar na tomada de providências, políticas e judiciais, a fim de driblar a tendência de criminalização dos movimentos sociais. Para tanto, foi marcada uma nova reunião (às 10h do dia 27 de agosto) entre dirigentes da OAB e as centrais sindicais com o objetivo de organizar um amplo seminário sobre o tema, a ser realizado em Brasília. Na oportunidade, Britto lembrou que também a XX Conferência Nacional dos Advogados abordará a questão em um de seus painéis, tendo como tema principal "Estado Democrático de Direito x Estado Policial - Dilemas e Desafios em Duas Décadas de Constituição". Por OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) A reunião, na sede do CF da OAB, contou com a presença de diversas entidades sindicais. Entre elas, a Conlutas, o ANDES-Sindicato Nacional, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, do Sindipetro AL/SE, a Apeoesp, o Comando de Negociação da Obra de Ampliação da REVAP, DCE da UNB.
A Conlutas está organizando uma campanha nacional contra a criminalização dos movimentos no Brasil.
Conlutas |
Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, etc., mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e actividades são tragadas pela cobiça. (Karl Marx) FILIE-SE AO PSTU DE CURRAIS NOVOS - PROCURE O PROFESSOR MENDES NO SEBO ENCANTO DO CORDEL POR TRÁS DA CENTRAL DE CURSOS OU NA ESCOLA ESTADUAL TRISTÃO DE BARROS(TARDE).
sábado, 2 de agosto de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário