quarta-feira, 27 de julho de 2011

TUDO, NO CAPITALISMO É UMA OPÇÃO (...) DE CLASSE

Os partidos burgueses e os políticos burgueses se lambuzam em festas populares como a festa de Sant'Ana. Passeiam pelas ruas apertam as mãos das pessoas, dão beijinhos, param para as fotos, em resumo, uma festa. Obviamente, que a maioria das pessoas que vão às festas estão atentos a outros detalhes. Elas estão ali para se divertirem, para esquecer o dia a dia de pressão no trabalho, para conversar, dançar, rezar, etc.
Há por trás de todos os atos humanos uma clara opção, uma escolha. Quando resolvo tomar uma bebida alcoólica sei de que esta opção pode gerar consequências que não estavam previstas de antemão. Entretanto, é sempre uma tomada de decisão de cada indivíduo. Como na vida cotidiana, na política os indivíduos também fazem suas opções. É nesta hora que aparece aqueles pré-conceitos que estão lá no cantinho da consciência, as vezes encobertos com uma crostra muito espessa e espinhosa. Mas eles despertam logo são atiçados. Vejam, estamos falando de escolhas. Portanto, a escolha é aquilo que aflora das nossas opções ideológicas, da nossa visão que temos em relação ao mundo que está ao nosso redor.
O nosso sistema econômico mascara com ideologias que vivemos uma totalidade social harmônica e pacífica. Se concordamos que vivemos numa sociedade dividida, cindida em classes sociais; que o nosso povo é ordeiro, no sentido da ordem estrita do sistema, que é submisso por iniciativa de seus próprios atos cotidianos e não por iniciativa de um demiurgo, de um poder extra-social. Então, está claro que cada opção que fazemos na ordem política carrega em si uma opção de classe. Se opto por representantes das classe burguesa é por que em meu íntimo me identifico com a ordem burguesa. Se em plena missa de Santana o padre de Currais Novos faz subir ao palanque um representante da ordem burguesa no Estado é por que no seu íntimo ele pensa como a classe que domina.
A ordem burguesa mascara a cisão social e alimenta nas pessoas um sentimento de dever cumprido, e que todos estão inseridos numa mesma ordem, na mesma lógica, com um mesmo sentimento diante da vida. Esta lógica cria uma cortina de fumaça que esconde a raiz da cisão social. Esconde uma coisa que os padres não querem admitir. Eles ocultam que esta ordem, este sistema econômico é fundado, tem seus fundamentos numa brutal exploração de classe. Ou seja, a ordem que eles ajudam a sustentar é aquela que ajuda a solidificar a exploração do homem pelo próprio homem.
Para concluir uma pergunta. Por que o padre não abriu para falar no seu palanque Carlos Magno, presidente do SINTSERPUM?
Não me segurei: é por que tudo na nossa sociedade de classes, cindida e dividida, é uma opção de classes.
Jesus escolheu Herodes para ser discípulo?

fonte:
bichosescrotos1848.blogspot.com

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