Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, etc., mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e actividades são tragadas pela cobiça. (Karl Marx) FILIE-SE AO PSTU DE CURRAIS NOVOS - PROCURE O PROFESSOR MENDES NO SEBO ENCANTO DO CORDEL POR TRÁS DA CENTRAL DE CURSOS OU NA ESCOLA ESTADUAL TRISTÃO DE BARROS(TARDE).
terça-feira, 7 de abril de 2009
DEBATE SOBRE A ATUAL CRISE DO CAPITALISMO
quarta-feira, 1 de abril de 2009
PROTESTOS CONTRA O G 20



Protestos contra G20 tomam Cidade de Londres; acompanhe
A Cúpula de Londres começa nesta quarta-feira com a chegada dos líderes mundiais e primeiros encontros oficiais entre os participantes. Inúmeros protestos tomam conta da capital britânica, que se prepara para possíveis tumultos.
Eu acompanho movimentação pelas ruas da cidade e você ver tudo o que acontece abaixo:
13h - Ao menos 23 manifestantes foram presos nesta quarta-feira durante os protestos no distrito financeiro de Londres. Dos 23 detidos, 11 foram presos porque portavam uniformes policiais para usar durante protestos e o restante, por delitos como perturbação da ordem pública, posse de drogas, comportamento ameaçador ou atentado ao pudor.
Foto: AP
11h10 - Em outra área do distrito financeiro londrino, manifestantes atacaram um banco e enfrentaram a polícia. Manifestantes quebraram as janelas de uma agência do Royal Bank of Scotland (RBS) e invadiram o local. Eles jogaram uma impressora e uma cadeira na rua, mas foram retirados do local pela polícia. Um policial ficou ferido. Leia mais na reportagem da BBC Brasil.
10h50 - O batalhão de choque da polícia consegue refazer a barreira para conter os manifestantes.
10h40 - Insatisfeitos com a impossibilidade de sair do cerco policial, alguns manifestantes rompem o bloqueio em uma das ruas do centro londrino.10h30 - Apesar do clima mais calmo, a polícia chegou a prender diversos manifestantes. Veja a galeria de fotos dos protestos contra o G20 no distrito financeiro de Londres.
9h30 - As ruas continuam fechadas. Alguns manifestantes descansam e fazem piqueniques. O clima volta a ficar mais calmo.
9h25 - Alguns conflitos surgem conforme as pessoas tentam sair. “Let us out”, ou “Deixem-nos sair” - gritam.
9h15 - A polícia tentou prender alguns manifestantes e foi confrontada. Um batalhão interferiu e houve conflito.
9h - Os manifestantes acreditam que isso foi feito para que eles nao possam circular entre os alvos citados no seu mapa de ação.
8h50 - Muitas pessoas querem ir embora e se acumulam nas barreiras policiais.
8h40 - A polícia pede que as pessoas esperem e continua cercando a região.
8h35 - A policia bloqueou as ruas em torno do Banco da Inglaterra e muitas pessoas que querem ir embora não conseguem sair.
8h30 - O protesto continua como uma ocupação da região da City of London.
8h20 - Alguns manifestantes relatam pequenos conflitos com a policia mas nada é percebido aqui diante do banco.
8h10 - Os manifestantes tentam chegar à porta do Banco da Inglaterra.
8h07 -A policia tenta conter a multidão, que tem de deixar a rua. Agora ela se encontra na escadaria do banco.
8h05 - Alguns manifestantes soltam bombas de fumaça.
8h - Todas as marchas ja chegaram ao Banco da Inglaterra. Algumas com bandas. Nenhum confronto.
7h50 - Outra marcha chega mais inflamada e a polícia cerca o banco.
7h40 - “Uma solução. Revolução” - eles gritam. A passeata chega ao Banco da Inglaterra e aguarda pelas demais.
7h35 - O clima é tenso. Eles tomaram as ruas com gritos anticapitalistas.
7h30 - Passeata segue a caminho do Banco da Inglaterra.
7h20 - Um dos “cavaleiros do apocalipse” chega à concentração da passeata.
7h18 - Os manifestantes reclamam da postura policial. Alguns ficam agitados.
7h10 - Os manifestantes são revistados pela polícia.
7h - Pessoas que trabalham na região passam com pressa. O traje típico hoje é calça jeans, camiseta e um casaco informal, algo incomum na City.
6h50 - Um policial me disse que eles estão preparados para evitar tumultos, mas não esperam nada grave. “Esse pânico foi criado para vender jornais”, ele disse
6h45 - Mesmo antes do inicio do protesto o clima é tenso e a presença policial é enorme.
6h40 - Policiais, membros da mídia local e alguns poucos manifestantes já se encontram em um dos pontos de saída do protesto.
Enviado por: Carolina Ribeiro Pietoso - Categoria(s): Europa
sexta-feira, 20 de março de 2009
É A CRISE?
DatafolhaA aprovação do governo caiu de 70%, recorde registrado em novembro, para 65%, segundo pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" na manhã desta sexta. Ainda assim, o resultado fica bem à frente da melhor marca do antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso, que atingiu 47% de aprovação em dezembro de 1996.
A nota média dada ao governo Lula também diminuiu, de 7,6 em novembro, para 7,4 – ainda à frente da nota 7 alcançada em setembro.
O estudo indica aumento no percentual de brasileiros que tomou conhecimento da crise econômica de 72% para 81%, sendo que apenas 19% se considera bem informado sobre o caso. A percepção de que o país será muito prejudicado pelo panorama econômico global subiu de 20% para 31%. Houve queda entre os que acreditam que o Brasil será pouco prejudicado: de 58% para 55%.O percentual dos entrevistados que não tomaram conhecimento da crise recuou de 27% para 19%.O estudo indica que a queda na aprovação do presidente não é proporcional à gravidade da crise econômica. De acordo com o instituto, a avaliação de Lula ainda é positiva, mesmo que em menor grau. Enquanto caiu de 49% para 43% a aprovação do presidente frente ao combate à crise, a reprovação do desempenho dele subiu 9% para 13% e os que avaliam o governo como regular são 36%, contra os 30% da pesquisa anterior.O levantamento ouviu 11.204 brasileiros a partir de 16 anos em 371 municípios e 25 unidades da Federação entre os dias 16 a 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
quinta-feira, 19 de março de 2009
CRISE UNIVERSAL

A crise universal
18/03/2009 15:22:37
Gilberto Nascimento
A Igreja Universal do Reino de Deus está dividida. No momento, atravessa uma crise de comando. Há cerca de três meses, seu chefe máximo, Edir Macedo, nomeou o bispo Romualdo Panceiro, o então líder no Brasil, como o seu sucessor mundial. Panceiro mudou-se para a Califórnia, onde vive Macedo, de onde passaria a comandar a igreja, mas mantendo-se próximo ao fundador da instituição. Surpreendentemente, o novo comandante retornou ao Brasil. Com uma procuração nas mãos passada por Macedo, Panceiro obteve o controle de vários dos mais importantes e valiosos bens da igreja, tornou-se o homem forte e deixou de ouvir o antigo guru, revelam fontes próximas à cúpula da Universal. O bispo Macedo sentiu-se traído pelo ex-líder no Brasil. No entanto, não teria agora como reverter o poder outorgado a Panceiro. Uma importante funcionária da área administrativa da igreja confirmou que o novo dirigente está fortalecido e “com amplos poderes”. Procurada para falar sobre a crise, a direção da igreja disse que a informação “não procede” e “é infundada”. “A Universal do Reino de Deus tem em seu corpo a liderança do bispo Edir Macedo”, informou em nota. Criada em 1977 no Rio de Janeiro, na sede de uma antiga funerária, a Igreja Universal cresceu e passou a controlar a Rede Record de Televisão, além de emissoras de rádio, gráficas, jornais, gravadora e instituições financeiras. Macedo decidiu nomear Panceiro como sucessor depois de ser submetido a uma cirurgia no pâncreas, nos Estados Unidos, há cerca de nove meses. Seu estado de saúde não é bom, garantem religiosos próximos. Ele também sofre de diabetes. Fotografias recentes ao lado de familiares mostradas em seu site pessoal na internet exibem sua fragilidade física. O bispo está muito magro, em comparação com fotografias de um ou dois anos atrás. Depois do “entrevero” com Panceiro, Macedo passou a ter bem mais próximo de si o ex-líder da Igreja Universal no México, Paulo Roberto Guimarães. O bispo Panceiro comandava a igreja no Brasil há doze anos. Já há algum tempo era o nome preferido de Macedo para a sucessão. Antes imaginava-se que o eleito seria o seu sobrinho, o bispo Marcelo Crivella (PRB-RJ), senador e candidato derrotado a prefeito no Rio de Janeiro. Na biografia autorizada, O Bispo – A história revelada de Edir Macedo, de Douglas Tavolaro e Christina Lemos (Editora Larousse), lançada em 2007, foi revelada essa preferência. “Se eu morrer hoje, o Romualdo assume tudo. E tenho certeza de que os demais bispos irão respeitá-lo como me respeitam hoje. A Igreja Universal não é um trabalho pessoal, mas uma obra espiritual”, disse Macedo, no livro. Ao saber dessas palavras, Panceiro respondeu que não tinha condições de assumir o cargo. Na própria biografia de Macedo, afirma-se que ele é temido por outros pastores da igreja, apesar de demonstrar “gentileza e bom humor”, depois de horas de convívio. Ex-cortador de cana, 49 anos, Panceiro é também um ex-viciado em drogas, como vários bispos e pastores da igreja. “Eu passava os finais de semana me drogando. Meu pai era louco. Eu não tinha o que comer. Não havia futuro para mim”, contou, no mesmo livro. “Ele é o maior milagre da Igreja Universal”, acrescentou Macedo na biografia, ao analisar sua reintegração e capacidade de comando. Com a ajuda de outros bispos – como Guimarães –, Macedo pode retomar o poder. Mas há um problema político criado na sucessão, além do seu delicado estado de saúde. Poderosa, a Universal está espalhada hoje pelos cinco continentes. A igreja diz ter se instalado em 172 países. Seu site oficial fornece o endereço de 72. Segundo números oficiais do IBGE, conta com 2 milhões de fiéis no Brasil. Na biografia de Macedo, fala-se em 4.748 templos e 9.660 pastores somente no País. A briga promete não ser fácil. Há muita coisa em disputa.
terça-feira, 17 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
A CRISE É DO CAPITAL
Tradução do espanhol: Álvaro Pedreira de Cerqueira
CÁLCULO PRECISO
IMPRESIONANTE RESULTADO
*Reflexão e cálculo preciso enviados à CNN
por um telespectador :
O plano de resgate aos bancos com dinheiro dos pagadores de impostos, que ainda se discute no Congreso dos EE.UU., custará a desmedida cifra de:
700 bilhões de dólares, mais os 500 bilhões que já se entregaram aos bancos, mais os bilhões que entregarão os governos da Europa aos bancos en crise neste continente.
Porém para tratar de dimensionar,
só em parte, as cifras envolvidas,
o telespectador fez o siguinte cálculo:
‘O planeta tem 6,7 bilhões de habitantes; se se dividem 'só' os 700 bilhões de dólares entre os
6,7 bilhões de pessoas que habitam o planeta, equivale a entregar 104 MILHÕES DE DÓLARES
A CADA UM'.
'Com isso, não só se erradica de imediato toda a pobreza do mundo, como automaticamente se transforma em MILIONÁRIOS
TODOS OS HABITANTES DA TERRA'.
Ele conclui dizendo:
'Parece que realmente há um pequeno problema na distribuição da riqueza'
Fazendo um pequeno cálculo, vamos examinar de perto e mais extamente o caso dos espanhóis.
O estado espanhol
rega os bancos com
30 billhões de euros,
que saem dos bolsos dos
espanhóis.
O Estado comprará
30 bilhões de euros de dívidas
dos bancos para evitar
o colapso financeiro.
Espanha:
Neste momento,
sua população é de
46.063.511 de habitantes,
segundo dados do padrão
municipal de 2008.
FAÇAMOS O CÁLCULO.
30 bilhões de euros
divididos por
46.063.511 de habitantes
sai a:
652,18 milhões de euros
PARA CADA ESPANHOL
652,18 milhões de euros,
ou sejam,
108.261 milhões de pesetas
para cada habitante
da
ESPANHA
TENDO UMA MÉDIA DE
4 PESSOAS CADA FAMÍLIA,
CORRESPONDEM
A 2,5 MILHÕES DE €
POR FAMÍLIA
OU 415.119,52 MILHÕES
DE PESETAS, POR FAMILIA.
VEJA, COM ISSO, SIM, É QUE
PODERÍAMOS PAGAR
A HIPOTECA.
ÉSTA, É A CRISE!
ASSIM VÃO NOS ESFOLAR,
DEIXAR-NOS DE CEROULAS!
TANTO O GOVERNO COMO A OPOSIÇÃO SE ESTÃO RINDO DE NÓS !
E NÓS...
NÃO FAZEMOS NADA?
PASSE ESTES CÁLCULOS A
TODOS OS QUE CONHEÇA.
PELO MENOS QUE
NOS DEIXEM AS CEROULAS.
SERÁ POR DINHEIRO?
FIM
sexta-feira, 6 de março de 2009
06/03/2009 - 13:04 , atualizada às 15:00 06/03 - Agência Estado
RIO DE JANEIRO - A indústria brasileira registrou queda de 18,2% na produção no período de quatro meses, a partir dos resultados de outubro de 2008 a janeiro deste ano, segundo o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales. Todas as categorias tiveram um tombo na produção nesse período: bens de capital (-20,4%), bens intermediários (-17,8%), bens de consumo duráveis (-29,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (-7,6%).
Em base anual, a queda na produção industrial em janeiro deste ano ante igual mês do ano passado (-17,2%) foi "generalizada", destacou Sales. A pesquisa do IBGE mostrou que 75% dos 755 produtos pesquisados pelo instituto registraram queda na produção nessa base de comparação. Das 27 atividades investigadas, 26 registraram recuo e houve aumento apenas em outros equipamentos de transporte (39,2%), puxado pela produção de aviões.EstoquesSales avalia que os dados da produção industrial de janeiro mostram que o ajuste de estoques do setor pode ter atenuado, mas continua em curso. Para Sales, as indústrias parecem procurar um novo patamar de produção que atenda à demanda projetada.Segundo ele, a tendência da produção industrial brasileira continua negativa, apesar do aumento de 2,3% apresentado em janeiro ante dezembro de 2008. "Pior seria se ainda houvesse queda ante mês anterior, mas não se sabe se a indústria iniciou um processo de inflexão ou, se iniciou, se será suficiente para uma recuperação", observou. Em janeiro, o patamar de produção da indústria voltou aos níveis de março de 2004, mas esteve um pouco superior ao alcançado em dezembro do ano passado.Sales observou ainda que o aumento registrado na produção em janeiro, após três meses consecutivos de queda ante mês anterior, foi puxado exatamente pelos segmentos que "caíram muito" em dezembro, como veículos automotores.VeículosO coordenador do IBGE avalia que o aumento de 40,8% na produção de veículos automotores (inclui autopeças, caminhões e, sobretudo automóveis) em janeiro ante dezembro de 2008, após uma queda de exatamente 40,8% em dezembro ante novembro, reflete os efeitos positivos que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve sobre as vendas e produção de automóveis.No entanto, segundo ele, mesmo com essa clara relação entre o tributo e o desempenho do setor, há agora um problema adicional para a indústria automotiva, que é o aumento da inadimplência. "Há sinais de inadimplência neste início de ano, que podem ser a contrapartida dessa redução de IPI", afirmou.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
EMBRAER
Liminar foi concedida na manhã desta sexta-feira. Neste momento, os metalúrgicos demitidos comemoram com passeta em São José dos Campos. A manifestação à tarde está mantida e haverá ato em Brasília, na semana que vem, com os demitidos e seus familiares.
Lula se reúne com Embraer e não pede reintegração
Sindicato exige medidas concretas de Lula contra cortes
Embraer lucra bilhões com superexploração e ajuda do governo
Lula não recebe sindicalistas
'Quem está entrando está indo para a rua', conta operário
Embraer demite 4.200
Metalúrgicos fazem passeata comemorando a liminar
POLÊMICAZé Maria diz que presidente da CUT sabia de demissões
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
SÃO TODOS IGUAIS????
Bob apresentou quadro preocupante das finanças
*O município encontra-se no Siafi por irregularidade no Convênio MEC/FNDE, impedido a prefeitura de firmar convênio com outras esferas de governo;
*Irregularidades nas execuções e prestações de contas dos convênios para aquisição de ambulância, Apoio financeiro a Comunidade Negros do Riacho e Transporte Escolar. Isso tornou o município inadimplente junto ao Governo do estado, ficando impedido de firmar qualquer tipo de Convênio ou Contrato.
*Irregularidade de execução do Convênio para ações destinadas a correção de problemas visuais e auditivos de alunos da rede municipal de ensino, que teve reprovação do FNDE, com devolução dos recursos de R$ 31.740,09.
*Devolução também ao FNDE de R$ 36.652,00 pela não aquisição de equipamentos para portadores de necessidades especiais do “Centro de Reabilitação Professora Crindélia Bezerra”.
*Não empenho de contrato de prestação de serviços da empresa New Gesso Ltda Contrato CEF/OGU, impedindo o pagamento de R$ 360.695,52.
*Atraso nas prestações de contas:
Fundo Municipal de Saúde desde setembro de 2008.
Relatório de contas apresentado ao Conselho do FUNDEB atrasado desde julho de 2008.
O ultimo Balancete de Receitas e Despesas enviados a câmara municipal acompanhados dos documentos comprobatórios é referente a junho de 2008.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
PENSAMENTO DO DIA

No ano de 1867
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado.""Karl Marx, em "O Capital" - (sugestão enviada por Carlos Asarah)
domingo, 1 de fevereiro de 2009
DOIS MORTOS NA VENEZUELA
Na última quinta-feira, 29 de janeiro, a polícia do estado de Anzoátegui disparou contra os trabalhadores da Mitsubishi que ocupavam a fábrica como forma de luta para garantir seus direitos, pagamentos de salários atrasados e estabilidade no emprego.
Dois trabalhadores foram mortos.
A UST, seção venezuelana da LIT, publicou uma declaração exigindo a punição dos respónsáveis. Leia a declaração no portal do partido ou no próprio portal da UST.
O video abaixo mostra o momento em que os policiais começam a disparar. Percebam que os trabalhadores estavam todos parados e a polícia simplesmente se aproxima e atira.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
CRISE NO IMPÉRIO DO ORIENTE
Cerca de 4.800 fábricas de brinquedos foram fechadas em 2008 na China provocando a demissão de dois milhões de trabalhadores. Com isso cairam de 8 mil para pouco mais de 3 mil, o número de fábricas de brinquedos no país.No total, são cerca de 10 milhões de demitidos na China nos últimos meses por conta da crise econômica.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
A CRISE É PRA VALER
Sony: 8000 demitidos
Nesta terça foi a vez da japonesa Sony anunciar o tamanho do golpe contra os trabalhadores: 8000 desempregados durante entre 2009 e 2010. E isso sem falar nos temporários que também serão reduzidos.Além das demissões os salários dos que ficam também serão atacados. O presidente da Sony Espanha, Pedro Navarrete, afirmou que a divisão espanhola proporá o "congelamento salarial" aos trabalhadores da empresa.Leia aqui.
3M: 1800 demissões
Também nessa segunda, a 3M informou que já demitiu 1800 trabalhadores somente neste quarto trimestre. Os cortes foram realizados principalmente nos Estados Unidos, Europa e Japão.Leia aqui.
Dow Chemical: 5000 demissões
A empresa estadunidense Dow Chemical anunciou nesta segunda-feira que demitirá 5.000 trabalhadores em todo o mundo. Além disso pretende também fechar 20 unidades de produção, reduzir em 6.000 o número de empreiteiros e diminuir a produção em outras 180 unidades.Leia aqui.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
CRISE ENTRA SEM PEDIR LICENÇA
Vale prepara demissões em massa
Empresa quer que trabalhadores aceitem “suspensão temporária do contrato de trabalho”
Efraim Moura, de Itabira (MG) e Bernardo Lima, de Congonhas (MG)
A Vale anunciou uma série de medidas para reduzir o custo da produção, por causa da crise econômica global: corte de 10% na produção de minério de ferro; mudança na jornada de trabalho; férias coletivas; paralisação de atividades em algumas minas e cancelamento de contratos com prestadores de serviços.
Além disso, com o nome de “suspensão temporária do contrato de trabalho”, a Vale prepara a demissão de milhares de funcionários em todo o país. A empresa está propondo aos sindicatos a assinatura de acordos que prevêem a suspensão temporária dos contratos de trabalho de 2 a 5 meses, para reciclagem profissional, começando em dezembro de 2008. Desta forma, a empresa pagaria somente o salário, como ajuda, e deixaria de pagar os encargos sociais.
Só para a base de Belo Horizonte e Brumadinho, está previsto que sejam suspensos os contratos de 1.200 trabalhadores – 30% da mão-de-obra. Se estender esta proposta para todo o país, como pretende a empresa, a Vale suspenderá o contrato de trabalho de milhares de funcionários.
Os rumores que correm são de demissões ainda maiores – a Vale demitiria 9 mil funcionários no Brasil, sendo 5 mil em Minas.
A “suspensão” é um doce envenenado. Vai ser apresentado com uma embalagem bonita e vistosa, para iludir o trabalhador. Mas a medida prepara as condições para uma demissão em massa, separando milhares de trabalhadores do ambiente da empresa e dos sindicatos. Estes ficarão em casa, sem a proteção dos sindicatos e dos demais companheiros e sofrendo a angústia do desemprego.
Toda a proposta da empresa se sustenta na expectativa de que a crise acabará em dois ou cinco meses, prazo que duraria a “suspensão temporária”. Porém, esta crise não se resolverá em alguns meses. Levará anos. Como opina o economista norte-americano e prêmio Nobel, Paul Krugman, esta crise “aponta para um declínio econômico terrível, brutal e longo”.
A Vale anunciou um lucro líquido de R$ 19,25 bilhões nos três trimestres de 2008, e disse estar preparada para enfrentar a crise, pois dispõe de 15 bilhões de dólares em caixa. Esta quantia seria suficiente para pagar os funcionários da mineradora pelos próximos 20 anos. Mas esses dólares serão usados para “aquisições” e para remunerar os grandes bancos internacionais, os acionistas majoritários da empresa, que atravessam dificuldades em seus países.
Mat2
Sindicatos de trabalhadores da mineração reagem contra demissões
Reunião aprova manifesto contra as demissões e pela estabilidade no emprego
Os sindicatos que compõem o grupo União & Luta (Metabase de Itabira, Metabase de Congonhas e Ferroviários do Espírito Santo) estão contra a suspensão de contratos de trabalho.
No final de novembro, ocorreu uma reunião de sindicatos mineradores, reunindo a Federação dos trabalhadores da Mineração de Minas Gerais, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Setor Mineral, os Sindicatos dos trabalhadores da extrativa de Paracatu, Patos de Minas, Arcos, Poços de Caldas, Itabira, Congonhas, Ouro Preto e região, além do Sindimina (RJ) e do Sindmármore (ES).
A reunião aprovou um manifesto, que tem como objetivo central a luta pela estabilidade no emprego. Ele se baseia em quatro pontos (veja ao lado), que incluem a redução da jornada e a disposição de levar a luta até o fim.
Tais sindicatos buscarão mobilizar suas bases para impedir as demissões. Também organizarão comitês nos municípios, convocando a população e as associações de moradores a se unir aos sindicatos, em uma grande campanha, como foi a da Alca. Também iremos exigir que os prefeitos, vereadores e partidos se posicionem contra qualquer demissão e pela estabilidade.
Como a Vale é uma empresa com capital estrangeiro, nossa luta terá de ser internacional. Por isso, além dos sindicatos mineradores do país, iremos buscar os sindicatos da Vale de todo o mundo, para levar esta luta em conjunto.
Os sindicatos Metabase de Itabira e de Congonhas/Ouro Preto farão assembléias com os trabalhadores de todas as minas para discutir a crise e preparar a categoria para defender o emprego, ameaçado pela ganância dos patrões.
Nestas assembléias, já deixaremos um aviso aos grandes acionistas da Vale: “Se demitir, vamos parar toda a mina!”
Quadro
O que exigem os sindicatos
1. Nenhuma demissão, estabilidade no emprego, incluindo os trabalhadores terceirizados
2. Nenhuma redução de direitos, adquiridos pelos trabalhadores em décadas de luta
3. Redução da jornada para 36 horas semanais, sem redução de salário, para que todos possam continuar trabalhando
4. Se a Vale e demais mineradoras se recusarem a garantir a estabilidade no emprego e realizarem demissões em massa, as empresas devem ser reestatizadas ou nacionalizadas
“A Vale lucrou muito. Por isso deve garantir os empregos dos trabalhadores”
Confira a entrevista com Paulo Soares, presidente do Metabase de Itabira e com Valério Vieira, presidente do Metabase de Congonhas:
Opinião - A Vale tem como garantir o emprego dos seus trabalhadores?
Paulo Soares: Durante os últimos 10 anos, a Vale remunerou seus acionistas de forma bilionária. Agora, aos primeiros sinais da crise, descarrega sobre os trabalhadores todo o seu peso, enquanto os acionistas recebem seus lucros normalmente.
Neste momento de dificuldades, quem deve arcar com o peso da crise são os grandes acionistas estrangeiros. Para eles, grandes banqueiros, o prejuízo é menor. São apenas alguns de seus muitos milhões. Mas, para nós, trabalhadores, o emprego significa a vida.
A empresa diz que a suspensão dos contratos de trabalho é necessária porque a situação deve voltar ao normal no início do próximo ano. Se isso realmente é verdade, então não tem o menor sentido a suspensão dos contratos e as demissões dos trabalhadores.
A Vale lucrou muito. Por isso, deve garantir os empregos e manter os benefícios sociais dos trabalhadores.
Qual a saída apontada pelo Metabase para barrar as demissões?
Paulo Soares: A Vale tomou medidas que penalizam o conjunto dos trabalhadores e os municípios mineradores. No caso específico de Itabira, a redução de produção já acarretou a demissão de centenas de trabalhadores nas minas de Cauê e Conceição, com demissão de trabalhadores diretos e terceirizados. Isso afeta diretamente a comunidade, porque cada demissão na Vale provoca outras três, em outros setores da economia da cidade. Quem tem de pagar a conta são os acionistas da Vale. Que eles diminuam seus lucros!
Achamos que o primeiro passo é o chamado pela unidade dos sindicatos, para barrar estas demissões e os ataques que virão por parte da Vale. Temos de estar unidos. Os donos da Vale têm de escutar nosso aviso: “Mexeu com meu colega, mexeu comigo!”.
O Metabase de Itabira está cobrando um posicionamento das autoridades, dos governos municipal, estadual, deputados e vereadores, sobre a ameaça de demissões. Muitos destes parlamentares e governantes receberam doações da Vale e das empresas do setor, para financiar suas campanhas. Agora, terão de dizer que vão ficar ao lado dos patrões, contra os trabalhadores.
Valério Vieira: É hora de unir todos, trabalhadores da Vale e das outras mineradoras, comunidade, associação de moradores, igrejas, sindicatos e a população trabalhadora destas cidades.
Não podemos permitir demissão na Vale ou em qualquer outra mineradora! Estamos iniciando uma campanha exigindo estabilidade no emprego, redução da jornada para 36 horas, sem redução de direitos ou salários e a reestatização da Vale e das mineradoras que demitirem.
FRASES destaque
Paulo: “Cada demissão na Vale provoca outras três, em outros setores da cidade”
Valério: “Não podemos permitir demissão na Vale ou em qualquer outra mineradora”
Entrevista – Dirceu Travesso, da Conlutas
“Na Bolívia já têm minas fechando e gente sendo demitida”
No dia 25 de novembro, ocorreu o Seminário Internacional Mineiro, na cidade de Huanuni, na Bolívia. Dirigentes sindicais de vários países estavam lá, para debater os desafios enfrentados pelos mineiros e o atual cenário, de crise econômica. O Opinião Socialista conversou rapidamente com Dirceu Travesso, que viajou com os trabalhadores da Vale e representou a Conlutas e o Elac no seminário
Por Diego Cruz, da redação
Opinião - Como surgiu a idéia deste encontro?
Dirceu Travesso - O seminário começou a ser pensado ainda no Elac, em julho. Estavam lá mineiros do Peru, da Bolívia e daqui do Brasil. Essa idéia do encontro era algo que já queríamos fazer desde então. Agora, com o desenvolvimento da crise, fomos pra lá. Foi o Ronnie Cueto, dirigente mineiro de Marcona, no Peru. Foi o Júlio Freitas, diretor do Sindicato de mineiros de Ouro Preto, da mina de Mariana, da Vale, e eu fui pela Conlutas. Além é claro, do pessoal da Bolívia. Estavam lá a Federação de Mineiros, o Sindicato de Huanuni, uma mina que têm mais de cinco mil trabalhadores, representando a COB (Central Operária Boliviana). O seminário foi realizado no auditório de uma rádio que eles mantém lá. Participaram cerca de 100 pessoas.
O que foi discutido?
Travesso - O tema do encontro foi a crise econômica internacional e a atividade dos mineiros, a “mineraria”, como eles chamam. Esta foi a primeira iniciativa internacional dos trabalhadores para combater a crise, pra discutir uma saída. Foi discutido a necessidade de uma campanha internacional diante dos problemas da mineração, que agora só vão se aprofundar com a crise, por causa da queda dos preços das commodites.
Há dois problemas históricos enfrentados pelos mineiros. Uma é a discussão sobre a soberania nacional, a retomada do controle sobre os minérios, sobre as reservas naturais e as riquezas de cada país.
E agora, com a crise, tem o problema do desemprego. Inclusive lá na Bolívia já têm minas fechando e gente sendo demitida. A reivindicação é a mesma, que é a estatização dos recursos naturais e das minas, para devolver o controle e garantir os empregos.
Selamos um acordo de solidariedade internacional entres os mineiros presentes da Bolívia, do Peru e dos sindicatos de mineiros dirigidos pela Conlutas aqui no Brasil. Fizemos um manifesto pra ordenar uma campanha, um chamado aos trabalhadores da América Latina pra construir a unidade na luta e a resistência internacional, que é a única forma de resistir ao imperialismo.
Como vai ser essa campanha?
Travesso - Vamos fazer o lançamento em La Paz, em uma atividade com a Federação de mineiros e o sindicato de Huanuni, e aqui no Brasil, com o pessoal dos nossos sindicatos da Vale, em Minas Gerais. Vai ser um dia de luta, lançando a idéia de que, para enfrentar a crise, só com mobilização. E defender a estatização sem indenização, pois esses caras já arrancaram o que podiam, então não tem sentido pagar alguma coisa. Defender o controle dos recursos naturais e exigir do governo a garantia do emprego. A campanha também será mais uma oportunidade para fazer um chamado ao restante da América Latina, de unidade em torno a uma política contra a crise.
OLHO
“Esta foi a primeira iniciativa internacional dos trabalhadores para combater a crise”



