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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

E agora Dilma? Quem privatiza mais o PT ou o PSDB?

Dez motivos para barrar o leilão de Libra

É tarefa de todo o povo brasileiro impedir este crime: leilão da maior reserva de petróleo do Brasil está marcado para o próximo dia 21

1. Crime de lesa-pátria
Libra é a maior descoberta de petróleo do país e uma das maiores do mundo. Ao longo de seus 60 anos de história, a Petrobras descobriu, até hoje, aproximadamente 15 bilhões de barris. O petróleo que será vendido por Dilma, descoberto sozinho pela Petrobras, praticamente dobrará as reservas brasileiras, porque concentra cerca de 12 bilhões de barris. Ou seja, o PT colocará à venda o equivalente a uma Petrobras inteira. Libra está estimada em R$ 3 trilhões, sendo que será entregue por R$ 15 bilhões. Esses números são suficientes para definir o leilão de Libra como um crime de lesa-pátria.
2. Leilão é privatização
Um dos argumentos da brigada governista para justificar o crime praticado pelo PT é afirmar que o leilão de Libra não é privatização. O uso de eufemismos para esconder que Dilma segue à risca a mesma agenda privatizante do PSDB não é novidade. Os nomes são variados, as formas são muitas, o conteúdo é o mesmo: o leilão de Libra é, sim, privatização. Recurso finito, o petróleo deste campo será explorado pelo consórcio vencedor por 40 anos. Quem duvida que em quatro décadas as petrolíferas estrangeiras não vão secar esta reserva ou, no mínimo, comprometê-la significativamente sem nenhuma contrapartida social?
3. Passaporte para o futuro
Durante a campanha eleitoral de 2010, ainda candidata à presidência, Dilma cunhou uma frase sobre o pré-sal brasileiro que agora, em 2013, três anos depois, se volta contra ela: o petróleo encontrado nesta bacia é um “passaporte para o futuro”. A presidente estava correta. Com a suspensão do leilão, com o ritmo e forma de produção sob uma lógica estatal, sob as mãos da Petrobras, o campo de Libra seria suficiente para baratear o preço do gás de cozinha e da gasolina, garantir 10% do PIB para a Educação, 10% do PIB para Saúde e transporte público de qualidade, com passe-livre para estudantes e desempregados.
4. Recursos de Libra irão para banqueiros e especuladores
Infelizmente, ao contrário do que Dilma vem afirmando, o leilão de Libra não trará desenvolvimento ao país. Coerente com sua política econômica, baseada no privilégio e apoio aos banqueiros e empresas, a presidente pretende “acalmar” o mercado financeiro e usar todo o recurso obtido com as privatizações para apresentar um superávit primário robusto (uma espécie de poupança do governo) e continuar injetando recursos no pagamento da dívida pública, responsável, em 2012, pela sangria de quase metade (43,98%) do orçamento federal.
5. Royalties: ilusão e migalhas
Dilma diz, sistematicamente, que os royalties do pré-sal permitirão uma revolução nas escolas públicas brasileiras. Mas não é verdade. De acordo com levantamento feito pela Auditoria Cidadã da Dívida, somente 1,65% do Pré-sal iria para a educação. A perspectiva é de que os royalties sobre os poços atuais gerarão, no máximo, 0,6% do PIB em 2022! Discutir os royalties é se debruçar sobre migalhas enquanto está em curso a maior privatização da história do país.
6. Tesouro cobiçado... e monitorado
Em março de 2011, quando Obama visitou o Brasil, Dilma firmou com o presidente americano um pacto de dez acordos de cooperação. Um deles, o mais importante, era sobre o Pré-sal. “O petróleo descoberto aqui pode representar duas vezes as reservas americanas. Queremos ajudar a desenvolvê-las de forma segura, para depois sermos seus maiores clientes. Os EUA não poderiam estar mais contentes com o potencial de uma nova fonte estável de energia”, afirmou Obama na época. Não por acaso, o governo estadunidense vem espionando há alguns anos a Petrobras.
Este monitoramento, certamente, conferiu localização privilegiada às multinacionais americanas que, mesmo fora do leilão diretamente, possuem tentáculos na própria Petrobras, por meio de ações e parcerias de exploração, e em outras multinacionais. A espionagem internacional engrossou a lista de razões para a suspensão do leilão e rendeu um discurso duro de Dilma na ONU que, infelizmente, não passou disso: discurso, palavras ao vento.
7. Oposição em amplos setores
No caso das recentes privatizações, ficou reservada basicamente à oposição de esquerda ao PT a tarefa de denunciar essas medidas. Entretanto, com o Campo de Libra é diferente. Amplos setores se posicionam contra o leilão e este elemento é fundamental para entendermos a dimensão do crime patrocinado por Dilma. Ou seja, não é apenas a “ala radical” que diz que este leilão é um ataque aos interesses nacionais. A indignação é generalizada. Alguns nomes ilustram este cenário como José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e futuro candidato ao governo do Estado da Bahia pelo PT; Ildo Sauer, ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras; Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), e Guilherme Estrella, também ex-diretor da empresa.
8. Impedir a privatização da Petrobras
Parte do processo do leilão do Pré-sal é a própria privatização da Petrobras. Hoje, a maior empresa do país sofre um duro ataque: desinvestimentos com a venda de inúmeros ativos, redução de custos com a manutenção das unidades e a consequente elevação do risco de acidentes. Os petroleiros estão há 17 anos sem aumento real e a política de concursos públicos está sendo substituída pelas terceirizações. Hoje, existem pouco mais de 80 mil empregados diretos e quase 400 mil terceirizados. Tudo isso sob o governo do PT, que atua como agente dos acionistas da empresa. Barrar o desmonte da Petrobras, hoje subordinada à lógica do lucro, passa, necessariamente, pelo cancelamento imediato do leilão de Libra.
9. Fortalecer a luta por uma Petrobras 100% estatal
Em março deste ano, 26,9% das ações ordinárias da Petrobras (com direito a voto) e 43,7% das ações preferenciais (sem direito a voto, mas com prioridade para abocanhar o lucro da empresa) estavam em mãos de estrangeiros, em sua grande maioria do capital financeiro dos EUA. Ou seja, mesmo nas mãos do Estado, ela está sendo vendida aos poucos. Por isso, a defesa contra o leilão traz, consequentemente, a luta por uma Petrobras 100% estatal, sob o controle dos trabalhadores, com o resgate do monopólio estatal do petróleo sem nenhuma indenização às multinacionais. Uma Petrobras estatizada seria um instrumento estratégico de aplicação das políticas energéticas e da soberania nacional.
10. Um ataque à soberania nacional
A década de 1990 foi marcada pela política neoliberal de FHC, que entregou ao capital privado setores estratégicos como a siderurgia, mineração, energia, telefonia e bancos. Salários foram rebaixados e empregos destruídos. Este pacote de privatizações atendia claramente às orientações do FMI. Entretanto, longe de ter recuperado essas empresas ou suspendido a subordinação e dependência do país ao imperialismo, o PT preserva e aprofunda este processo com empréstimos via BNDES às multinacionais e, mais ainda, com as privatizações dos portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e, agora, do Pré-sal. Sozinho, o leilão de Libra supera todas as privatizações do governo tucano.

domingo, 2 de outubro de 2011

E AGORA????!!!!!! O Fantástico vai Fazer o quê?

Ato unifica bancários, trabalhadores dos Correios e servidores da Justiça em greve

Manifestação reunião 4 mil trabalhadores em greve no centro de São Paulo; bancários e funcionários dos Correios enfrentam intransigência e truculência do governo


DA REDAÇÃO


Diego Cruz
Detalhe do ato unificado em São Paulo

• Uma grande manifestação agitou o centro da capital paulista, na tarde desse dia 30 de setembro. Apesar do tempo seco e do forte calor, o ato reuniu cerca de 4 mil pessoas. O protesto reuniu três categorias em greve: trabalhadores dos Correios, bancários e servidores da Justiça Federal. Os funcionários da estatal de serviços postais estão parados desde o dia 13 de setembro. Já os bancários cruzaram os braços no dia 27 e os servidores do judiciário decidiram parar nesse dia 30.


Ombro a ombro
Os trabalhadores dos Correios se concentraram em frente ao prédio histórico da empresa no vale do Anhangabaú. A poucos metros dali, os bancários se reuniam próximo ao prédio do Banco do Brasil. Por volta das 16h os funcionários dos Correios e os servidores do Judiciário subiram em direção à Av. Líbero Badaró e se juntaram aos bancários. Duas ondas humanas, uma amarelo e azul, dos uniformes dos Correios, e outra vermelha, dos coletes de greve dos bancários, se misturaram para seguirem em uma grande passeata pelas ruas do centro. “A greve continua; Dilma a culpa é sua” era uma das principais palavras de ordem cantadas pelos manifestantes. Os grevistas seguiram em passeata até a Praça da Sé e retornaram ao Anhangabaú.

Se as categorias são diferentes, o motivo pelo qual lutam é o mesmo. Salários rebaixados e corroídos pela inflação e péssimas condições de trabalho. Outro obstáculo que são obrigados a enfrentar é a intransigência nas negociações. No caso dos Correios, o governo orientou o corte nos pontos dos grevistas e entrou na Justiça contra a greve. Já os bancários enfrentam os ‘interditos proibitórios’ pedidos pela direção dos bancos públicos, que estão à frente dos banqueiros privados no enfrentamento contra a greve. 


Foto: Vinicius Psoa


Governo corta salário nos Correios
Apesar das sucessivas tentativas de intimidação realizadas pelo governo e a direção da estatal, a greve continua forte. “Nesse dia 29 houve novas negociações, dois mil companheiros de Brasília ocuparam o prédio dos Correios, mas não se chegou a um acordo porque a empresa só reafirmou a proposta que já vinha fazendo”, afirmou Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, dirigente da Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FNTC) e da CSP-Conlutas. A proposta da empresa prevê reajuste apenas em 2012.

O dirigente ainda criticou o desconto dos dias parados. “É uma atitude truculenta, o governo não respeitou nem os estados que ganharam liminar contra o desconto nos salários, algo que nunca tinha acontecido nos Correios”disse. O governo descontou seis dias dos trabalhadores em greve.

No próximo dia 4 de outubro os trabalhadores dos Correios organizam caravana a Brasília a fim de pressionar o governo pelo avanço nas negociações. Além de reajuste já e o não desconto dos dias parados, eles exigem o veto de Dilma à MP-532, que abre o capital da estatal e inicia o processo de privatização da empresa. 



Bancários fazem forte greveSe os funcionários dos Correios enfrentam o corte nos dias parados, os bancários batem de frente com a intransigência dos bancos, principalmente os bancos públicos como o Banco do Brasil, e os interditos proibitórios, mecanismos jurídicos utilizados pelas instituições para coibirem piquetes. Nessa linha de intransigência e truculência, o governo saiu na frente dos banqueiros.“Antes mesmo de começar a greve, o governo já vinha com uma linha mais dura, se antecipando aos próprios banqueiros o governo já começou dizendo que não daria reajuste”, denuncia Juliana de Oliveira, bancária do Banco do Brasil e membro do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), ligado à CSP-Conlutas. Eles exigem reajuste e contratação de mais funcionários. Juliana critica ainda a direção majoritária dos sindicatos, ligada à CUT que, não só demorou para chamar a greve, como apresentou uma pauta de reivindicação extremamente rebaixada. “Nossa greve começou esse ano mais forte que a do ano passado, mas ela poderia ser ainda maior” , destacou. Juliana lembrou ainda das conquistas dos bancários de bancos como o Banpará e o BRB para mostrar que é possível arrancar o reajuste, ampliando a greve e unificando as lutas com as das demais categorias mobilizadas.




veja :http://seboencantodocordel2008.blogspot.com/
SEBO ENCANTO DO CORDEL







quarta-feira, 8 de julho de 2009

GREVE DO INSS

Entidades se unem em ato público em frente à sede da OAB/RN
07.07.2009
O SINDPREVS/RN, em conjunto com vários setores do serviço público do Rio Grande do Norte, realizaram ato público em frente à OAB/RN, localizada na Cidade Alta, com o objetivo de cobrar ação da Ordem dos Advogados em relação aos acontecimentos jurídicos que envolvem os movimentos grevistas no estado e no Brasil. Os ataques do Governo tem acontecido quase sempre pelas vias judiciais, mesmo que de maneira "injusta".
Participaram da atividade: CTB, Conlutas, CUT, Intersindical, Sintest, MLB, Sintect, Sindrodoviários, Sindbancários, Sinsenat, A Voz da Oposição Vigilante, Sindpetro, Fenasps, Sindas, Sindicato dos Servidores Municipais de Parnamirim, Sindicato da Indústria dos calçados e Sindsaúde.
Calendário de atividades da semana:
08/07 - Viagem de ônibus ao Seridó ( Sta Cruz, C.Novos, J.do Seridó e Caicó). Nesta última, teremos ato público com volta pela tardinha.
09/07 - Concentração na Casa da Dinda (INSS da Apodi)às 8h para panfletagem na rua.
10/07 - Assembleia geral às 9h no Sindprevs
13/07 - debate às 15h no sindiprevs junto a diversas entidades sindicais, no qual trataremos do direito constitucional de greve para o servidor público.

sábado, 27 de junho de 2009

Onda de greves em Natal

Natal vive onda de greves
JUARY CHAGAS, DE NATAL (RN)

• Uma onda de greves e mobilizações está sacudindo a capital potiguar nos últimos dias. Na última semana, em Natal (RN), duas categorias do setor da administração indireta deflagraram greve. Os trabalhadores do Detran, órgão responsável pelo trânsito e registros de veículos, paralisaram suas atividades na última semana. Eles conseguiram arrancar uma promessa de concurso público e de Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), mas ainda mantêm o estado de greve e prometem retomar o movimento caso não sejam atendidos. Já os trabalhadores da Emater, órgão que trata da fiscalização agropecuária, continuam de braços cruzados. O sindicato, ligado à Intersindical, avalia que 80% da categoria esteja paralisada.
É forte também a greve dos trabalhadores da Previdência Social (INSS), que – segui ndo um calendário nacional – dura mais de uma semana. A categoria reivindica um PCCS e está lutando contra um ataque brutal do governo Lula, que retirou uma gratificação de 84% incorporada judicialmente e pretende obrigar a categoria, que tem jornada de seis horas, a cumprir uma jornada de oito, sob a ameaça de reduzir o salário daqueles que não aceitarem.
A categoria dos rodoviários – responsável pela esmagadora parcela do transporte público na cidade – também cruzou os braços desde a última terça-feira, 23. A cidade praticamente parou. O sindicato da categoria, filiado à CTB, que reivindicava 17,5% de reajuste salarial desde 1º de maio, baixou a proposta para 12% e ainda assim não houve nenhuma sinalização dos empresários do transporte – que lucram com os mais de 300 mil usuários por dia que são transportados em Natal a um valor de R$ 1,85.
O clima de lutas que já não está favorável aos patrões e governos tende a se acirrar. Os trabalhadores ferroviários confirmaram nesta quinta-feira, 25, o início da greve da categoria por tempo indeterminado. A categoria, que reivindica reajuste de 12,9%, recebeu como resposta da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) uma proposta de 4% e, após três rodadas, não houve acordo. Com a greve, o sindicato afirma que apenas dois trens circularão durante todo o dia.
Patrões, governos e imprensa burguesa unidos Diante do colapso gerado pela greve dos rodoviários e ferroviários, a prefeita Micarla de Sousa (PV) assinou um decreto autorizando ônibus fretados e táxis de lotação a circular pela cidade até o fim da greve. Esta é uma medida que, além de garantir a farra para outro setor empresarial dos transportes, tem um caráter populista, objetivando enganar a população com um discurso de que a prefeita está “preocupada em resolver o problema”, enquanto os culpados pelos transtornos gerados pelas gre ves são dos trabalhadores.
Já a governadora Vilma de Faria (PSB), afirmou através dos diretores de órgãos da administração indireta que as greves não são legítimas e ameaça cortar gratificações e o ponto dos grevistas.
Os empresários dos transportes já deixaram claro que querem jogar a crise nas costas dos trabalhadores. Mesmo com os lucros exorbitantes fruto do alto valor da tarifa e da bilhetagem eletrônica que reduziu custos e demitiu trabalhadores, os patrões dizem cinicamente que “o momento de crise não permite aumento de salários nem conquistar novas coisas”.
A imprensa burguesa local, ligada a partidos de direita e aos governos municipal e estadual, tenta, em pânico, criminalizar as greves e isentar os patrões e governos da responsabilidade que têm pelas péssimas condições de vida dos trabalhadores. Todos os noticiários e jornais impressos tentam capitalizar a insatisfação de um setor da população para fazer a onda de greves refluir.
Unificar as lutas para enfrentar os inimigos da classeO PSTU tem participado ativamente das greves e das mobilizações. Seja através da solidariedade dos militantes, seja com a participação efetiva nas categorias e nas direções dos sindicatos, o partido está construindo as atividades e fazendo um chamado a todas as categorias para politizar e unificar as lutas. Afinal, todas estas greves e mobilizações são expressões do enfrentamento que as categorias estão construindo para que a crise não seja paga pelos trabalhadores.
O diretor do Sindicato dos Ferroviários e militante do PSTU, Cherlinton Saraiva, levanta a importância que têm essa tarefa. “Estão todos unidos contra dos trabalhadores: Micarla, Vilma, Lula, patrões e imprensa burguesa. Nossa tarefa agora é unificar e potencializar as mobilizações, realizando atividades unitárias de todos os trabalhadores em luta. É imp ortante fazer esse chamado à Intersindical e à CTB, pois isso dará mais fôlego para enfrentarmos nossos inimigos e conquistarmos nossas reivindicações imediatas e históricas”, afirmou.

terça-feira, 14 de abril de 2009

OPOSIÇÃO AO SINTE AVALIA A GREVE


PORQUE A GREVE DO ESTADO FOI DERROTADA
A greve do Estado foi derrotada e mais uma vez a Direção do nosso sindicato foi responsável. A direção do SINTE deixou claro que sua função é defender os interesses dos governos Lula e Vilma, ou seja, há muito tempo ela abandonou a defesa de uma educação pública de qualidade e a defesa dos interesses econômicos e políticos dos trabalhadores em educação. Do inicio da greve em 02 de março, até seu final em 06 de abril, a Direção atuou com objetivo de não fortalecer o movimento grevista, e para alcançar tal objetivo atuou da seguinte maneira.A Direção fez questão de expor nas assembléias que estava dividida, que esta divisão não era em torno das melhores propostas para construir uma greve forte capaz de derrotar o governo Vilma. A divisão, as divergências e vários bate-bocas que por pouco não se transformaram em luta corporal entre os dirigentes eram na verdade por questões burocráticas e políticas partidárias em torno de qual grupo é mais governista, os membros da Direção que são do PT ou os que são do PC do B.Mais uma vez, quando a categoria entra em greve e demonstra disposição de continuar na luta, Fátima Bezerra e Mineiro entram em cena. A Direção que é controla por esses parlamentares, imediatamente executa suas ordens, ou seja, ela passa a defender o fim da greve defendendo propostas cada vez mais rebaixadas, alegando que a grande maioria retornou ao trabalho e por isso não tem sentido continuar em greve, portanto, é melhor aceitar qualquer proposta do governo porque significa uma vitoria.Fiel a esses parlamentares e ao governo Vilma, a Direção não escondeu sua condição de governista, defendeu Fátima e Mineiro e jurou que PT e PC do B são aliados dos trabalhadores em educação e que o verdadeiro inimigo da categoria não são esses parlamentares nem esses partidos, mas o Secretário de Educação Rui Pereira do PT. A Direção, inclusive, num jogo de cena que não convenceu ninguém apresentou em uma das assembléias moção contra o Secretário Rui Pereira pedindo sua expulsão do PT e sua exoneração do cargo. A governadora Vilma, Fátima e Mineiro não atenderam ao pedido da Direção.Em momento algum a Direção organizou a luta, em todos os momentos distorceu a realidade em relação ao número das escolas paradas em Natal e das escolas paradas nas Regionais, e o mais grave, não cumpriu as deliberações aprovadas nas assembléias, principalmente quando suas propostas eram derrotadas pela categoria.Um dentre tantos exemplos de desrespeito à vontade da categoria foi a deliberação por repetidas vezes em assembléias, de que, a Direção deveria veicular nota na televisão para comunicar a população que o governo Vilma não estava atendendo nenhuma das nossas reivindicações, e que, além de mentir ainda divulgava na mídia nota com objetivo de desmoralizar os trabalhadores em educação diante da sociedade ao mesmo tempo em que ameaçava a categoria com desconto dos dias parados se não voltassem imediatamente ao trabalho.

O APRENDIZADO DA CATEGORIA: OPOSIÇÃO À DIREÇÃO DO SINDICATO.
A greve do Estado iniciou unificada com a dos professores de Natal e aconteceu em uma conjuntura de crise econômica mundial, portanto, adversa aos trabalhadores, tanto do ponto de vista econômico como de organização política. Nas crises mais agudas do capitalismo a burocratização no movimento sindical se expressa com força através do comprometimento da maioria das direções dos sindicatos e das Centrais com os governos e patrões. A CUT, Força Sindical, CTB, CGT e NCST são exemplos vivos de entidades governistas e patronais, mas no caso da greve do Estado citamos o SINTE, CNTE, CUT e CTB porque as mesmas declaram-se publicamente apoiadoras dos governos Lula, Vilma de Faria e até recentemente de Carlos Eduardo.Porém, apesar da conjuntura adversa e das direções governistas dessas entidades sindicais, a greve do Estado ajudou os trabalhadores a avançarem na consciência política. Suas experiências nas lutas transformaram a insatisfação e a desconfiança na direção do SINTE em Oposição. Isto significa que não há apenas uma Oposição ao SINTE. O avanço da consciência, resultado da participação na greve produziu um movimento que se tornou muito mais amplo. Agora é uma grande massa de trabalhadores que se organiza e faz Oposição sistemática à Direção do SINTE que é composta pela CUT e CTB.A contradição que surge da greve do Estado é a ampliação e o fortalecimento do sentimento de descrédito na Direção do nosso sindicato. Os trabalhadores em educação demonstraram na prática que não dependem mais desta Direção para organizar suas lutas e que qualquer conquista, por menor que possa ser, a partir deste momento, só acontecerá quando a Burocracia governista da CUT e da CTB que dirige o SINTE for derrotada completamente.Os trabalhadores em educação deram exemplos práticos de que queriam resistir. Na medida em que a Direção se negava a encaminhar inúmeras atividades aprovadas nas assembléias muitos desses trabalhadores em educação nos locais de trabalho demonstraram iniciativa organizando atividades com as comunidades que eram verdadeiras lições de luta construídas a partir dos princípios da democracia operária.Convidamos todos os trabalhadores em educação que sentem a necessidade de mudar o SINTE e que acreditam que ele pode voltar a ser de fato da categoria, a se somarem à Oposição Unificada para construirmos um grande movimento nas escolas e nos demais locais de trabalho para que possamos eleger uma Direção combativa, independente e de luta. A eleição acontecerá provavelmente em junho/2009, nesse sentido, assim como na greve foi preciso construir um forte movimento de resistência na base da categoria contra a Direção governista, também na eleição será preciso que a categoria construa um amplo e forte movimento de apoio à Oposição Unificada para impedir, inclusive, as fraudes eleitorais muito comuns nas eleições do Sindicato dos Trabalhadores em Educação.OPOSIÇÃO UNIFICADAPARTICIPE DO SEMINÁRIO DA OPOSIÇÃO UNIFICADA NO DIA 25 DE ABRIL

domingo, 5 de abril de 2009

greve nacional da cnte

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e os sindicatos afiliados decidiram, hoje (3), a data e a duração para a greve nacional dos professores da educação básica da rede pública : no dia 24 de abril, os profissionais cruzam os braços por 24 horas. O objetivo é fazer com que a lei 11.738, que institui o piso salarial nacional do magistério, seja implementada nos estados e municípios conforme o texto aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Lula, em 2008.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

são vicente greve dos professores

A greve dos professores de São VicenteO prefeito de São Vicente, Dr. Bezerra (PSB), após publicar em toda mídia impressa e sair bem com a notícia de que pagaria o piso salarial dos professores, agora se vê numa situação totalmente adversa a que ele havia publicado.Os professores daquele município estão reivindicando que o mesmo aplique o que está escrito na Lei e pague o que de fato é de direito aos professores, pois o mesmo, desde 1º de janeiro, data que deveria ter sido colocado em prática o piso salarial não pagou 1 centavo se quer do que é imposto na Lei. O que é mais interessante nisso tudo, é que o mesmo afirma categoricamente que não tem dinheiro, mas está criando vários cargos na prefeitura.O SINTE está apoiando os professores nesta luta e tenta conseguir com o prefeito pelo menos um acordo visto que a situação nos municípios não está fácil só que nem assim o prefeito se volta à classe.Após marcar um encontro na semana passada com à classe e não comparecer, essa semana ele resolveu receber uma comissão que representa os professores e o SINTE para a discutir o assunto, só que mais uma vez nada foi feito. Ele não aceita de forma alguma negociar com a classe e disse em alto e bom tom: "Se a justiça exigir que eu pago, eu pagarei, mas enquanto isso não acontecer minha decisão é a de não pagar." Um dos representantes do SINTE também disse nessa oportunidade: "Eu já estive presente em várias negociações, mas nunca vi uma situação onde o gestor não mostra se quer uma contra-prosposta”.A classe dos professores, através de sua comissão, irá procurar a Promotoria para que se faça uma intervenção, já que o mesmo disse que só aplicaria caso viesse uma ordem judicial. Então esses profissionais irão entrar com uma ação mostrando os dados que tem em mãos mostrando que o prefeito tem condições de arcar com o que é exigido pela classe.

Wesclei BrunoProfessor da rede municipal de São Vicente/RN

quinta-feira, 26 de março de 2009

MULTA DE 50 MIL POR ABUSO

Procuradoria pede multa de R$ 50 mil por descumprimento de professores em Natal

O município quer elevar para R$ 50 mil o valor da multa diária pelo descumprimento, por parte dos professores, da determinação judicial que determina o fim do movimento. A solicitação está na petição encaminhada pelo procurador geral de Natal, Bruno Macêdo, ao juiz da 4ªVara da Fazenda Pública, Cícero Martins. Segundo Bruno, o descumprimento da determinação judicial por parte do sindicato dos professores foi decisivo para que essa petição fosse encaminhada ao juiz. ‘‘Decidimos encaminhar essa petição porque não entendemos como pessoas com um alto nível intelectual estão descumprindo uma ordem judicial. O cumprimento dessa determinação não poderia ter sido pauta para a assembléia da categoria. Isso é um grave atentado a ordem jurídica e ao poder judiciário potiguar’’, avalia. O procurador acredita que em até 48 horas o juiz Cícero Martins deve dar algum parecer acerca dos pedidos. Sobre o corte no ponto dos professores grevistas - iniciado ontem -, o procurador disse que a atitude foi sugerida ao secretário de Educação, Elias Nunes, na última terça-feira, já que o sindicato desobedeceu a ordem judicial de paralisar imediatamente a greve da educação. ‘‘Como o sindicato não obedeceu a ordem judicial de paralisar a greve, mesmo sujeito a pagar multa diária de R$ 5 mil, orientamos que a secretaria cortasse o ponto dos professores faltosos. Como eles estão insistindo na paralisação mesmo diante de todas as explicações da secretaria, encaminhamos pedido ao juiz para que a multa diária, para cada dia em que a ordem seja descumprida, seja de R$ 50 mil’’, explicou o procurador.

EDUCAÇÃO, QUE EDUCAÇÃO????

Um servidor de terceira categoria

Não há saída para o Brasil.Definitivamente, este é um país de merda, uma republiquetadominada pela corrupção generalizada, onde os poderesforam contaminados pela mais terrível e imunda bactériado planeta: a imoralidade.Gerações inteiras estão condenadas no Brasil, cujosgovernos - não importa a ideologia do mandatário - nãodão a menor importância à Educação, única mola propulsorade desenvolvimento e futuro.Os professores ganham miséria no país inteiro, enquantosalários nababescos são pagos a vereadores, prefeitos,secretários, deputados, senadores, juizes, promotores eoutros doutores que muitas vezes são apenas formadosna matéria suja e comum à quadrilha toda.Os professores viraram servidores de menor importânciana estrutura de poder do Brasil. Não tem condições dignasde trabalho e assim deixam de formar corretamente umajuventude que fica ao sabor das irresponsabilidades oficiais.Em Natal, por mau exemplo, nem greve o magistério tem mais direito. Uma sentença judicial - dada por um juiz que decerto não tem os mesmos problemas dos professores - considerou a greve um ato abusivo.Era só o que faltava. Além de desvalorizados comocategoria do serviço público, os mestres também sãoagora um caso claro e legal de abuso.

do blog de Alex Medeiros

quarta-feira, 25 de março de 2009

INFORMES DA GREVE DOS PROFESSORES

Direção do Sinte-RN envia ofício ao Secretário Ruy Pereira apresentando proposta aprovada na última assembléia

A direção do Sinte-RN enviou ontem ofício ao Secretário Ruy Pereira no qual detalha a contraproposta da categoria ao Governo do Estado. Veja abaixo os pontos da proposta:

01 - Reajuste salarial para toda a categoria de 17%, com base na inflação acumulada a partir de 2006 no governo Vilma;
02 - Incorporação imediata das gratificações dos funcionários nos salários imediato e constituição de uma comissão paritária para elaborar o PCCR e implementação deste até o final do governo Vilma;
03 - Atualização das progressões na carreira dos 3.331 educadores, para em seguida proceder às promoções nível dos 07 mil professores em abril/2009;
04 - Antecipar para abril a publicação de uma letra para todos educadores e a cada dois meses publicar mais uma letra até a atualização;
05 - No mês de agosto continuar as publicações de promoções e progressões, cujos processos se encontram na secretaria de educação;
06 - Calendário para pagamento das promoções atrasadas aos professores:
a) Abril de 2009: valores devidos até R$ 500,00;
b) Junho de 2009: de R$ 501,00 a R$: 1.000,00;
c) Agosto de 2009: de 1.001,00 a R$: 2.000,00;
d) Abril de 2009: de 2.001,00 a R$ 3.000,00;
e) Até dezembro/09: de 3.001,00 em diante.
07 - A instituição do Mecanismo de proteção aos salários com base no índice de inflação.
Abraço
Gabriel - Sinte - Reg. de Umarizal

segunda-feira, 23 de março de 2009

uma rapidinha

Correio da tardeSexta-feira, 20 de Março de 2009.
O silêncio conivente de Fátima BezerraEx-dirigente do Sinte e dele beneficiária direta, a falante e combativa deputada, principalmente na defesa do piso nacional docente, desta vez não se pronunciou publicamente à favor dos grevistas, não se fez fotografar em assembléias ou reuniões do sindicato e nem, muito menos, se ofereceu como mediadora, e isso porque tem um petista à frete da secretaria de educação e ele e seu partido são aliados, quase que incondicionais, da governadora Wilma de Faria.É, pimenta nos olhos( e noutros cantos, também) dos outros, é refresco.
A Petrobras obteve liminar judicial que permite o desembarque dos trabalhadores que operam plataformas exploratórias de petróleo na Bacia de Campos durante a greve dos petroleiros. A greve, preparada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), acontece em todo o País, foi iniciada nesta segunda-feira e deve durar até sexta-feira.
Petroleiros de todo o País entram em greve
Funcionários da Pirelli entram em greve, após demissões

A liminar foi concedida pela 17ª Vara da Justiça do Rio, em Macaé, e atende a todas as unidades instaladas na Bacia de Campos.Segundo a decisão judicial, a estatal tem que garantir a segurança para os trabalhadores que optarem por permanecer em greve ainda embarcados nas plataformas. A assessoria de imprensa da estatal informou também que nenhuma unidade está com atividades suspensas e que algumas delas operam sob comando do grupo de contingenciamento da Petrobras. Segundo a petrolífera, não há perda da produção nem em unidades exploratórias nem nas refinarias. FUPJá a FUP informou mais cedo que a Refinaria de Manaus (Reman) está com 100% de suas atividades paralisadas por conta da greve nacional. Ainda de acordo com a federação, as plataformas marítimas de exploração de petróleo no Estado do Rio Grande do Norte também estão com as operações suspensas. A FUP afirma, também, que a plataforma P-34 (ES), a primeira a explorar a área do pré-sal no País, também sofreu paralisação durante a madrugada e agora é operada por um grupo de contingência da Petrobras. O mesmo teria ocorrido em 28 das 44 plataformas na Bacia de Campos. A Petrobras desmente que qualquer uma de suas unidades esteja com as operações paralisadas e restringiu-se a dizer que algumas estão sendo operadas por grupos de contingências. A empresa, no entanto, não informa quais seriam estas unidades.
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segunda-feira, 16 de março de 2009

NOTÍCIAS DA GREVE DA EDUCAÇÃO

A greve aqui na regional de Umarizal, também é uma realidade, por mais que essa direção não queira saber e divulgar, mas aqui nós da regional, com retaliação, isolamento e mesquinhagem política dessa direção estamos construindo a greve, pois já temos 07(sete) municípios em greve e a perspectiva é de conseguirmos mais porque nossa regional é Rio Grande do Norte e os trabalhadores em educação desta regional passam pelos mesmos problemas dos das regionais que essa direção estreita politicamente, por artifícios idênticos, ainda comanda.
Apelo ainda para que os materiais de comunicação da categoria sejam fornecidos para nossa regional, visto que o referido é pago com os recursos de todos os sócios, inclusive desta regional.
Em contato com a base trabalhando a greve tenho passado o endereço deste blog para a mesma e esta não vendo informações sobre nossa luta tem nos perguntado porque não sai matéria a respeito, a resposta, claro e ai fica até mais fácil deles(base) entender que é simplesmente atraso político da direção estadual do SINTE/RN.
Digo isso porque todos os dias ligamos para a direção a fim de saber noticias da greve no estado, como informação oficial, sem ser pelos jornais da burguesia, mas nos tem sido negado pois a desculpa é que não tem quem passe essa informação. Pois seria fácil se fosse passado os extraclasses para esta regional repassá-los a categoria como lhe é de direito.
Outro fato repugnante é a forma covarde que esta direção tem vindo ao interior do estado usando os recursos da categoria e não passar nas regionais que eles(as) diretores(as) tem como inimigos, pois passam de forma covarde sem passar se quer pelas sedes sem nos convidar ou se quer nós comunicar das visitas, mas disso eu tenho uma avaliação – é que certamente eles preferem mentir para categoria e sabe que acompanhado por nós não podem fazê-lo. Isso foi o caso, além de outros momentos, já nesta greve de diretores e diretoras dessa direção passar escondidos pelos interiores das regionais de APODI e UMARIZAL como se nós fossemos alguns corpos estranhos a LUTA, e se assim os fazem, imaginamos que é porque têm medo de nossa honestidade nas informações a categoria.


Fraterno abraço
Gabriel – Diretor de Formação Sindical e Educacional
SINTE/RN – Regional de Umarizal.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Micarla entra na justiça para pedir ilegaliadade da greve dos professores

Publicado no Dia 11/03/2009
Diante do impasse para se achar uma resolução que ponha fim à greve dos professores da rede municipal, a prefeita Micarla de Sousa já cogita a possibilidade de entrar com uma ação na justiça contra os profissionais da educação, alegando a ilegalidade da greve. Como divulgado em matéria publicada no Correio da Tarde de ontem (10), a prefeitura afirma que é impossível haver qualquer negociação em relação à reposição das perdas salariais (acumuladas em 34%) antes do dia 30 de junho, por causa das medidas tomadas pelo Governo Federal para minimizar os efeitos da crise econômica em curso. A verba do Fundo de Participação do Município, repassada pelo governo estadual, sofreu corte de 60% esse ano.Para dar veracidade à ação judicial, a prefeita irá argumentar também que o piso nacional é atendido proporcionalmente, conforme determina a própria lei que o criou. O titular da Secretaria Municipal de Educação (SME), Elias Nunes, vem dizendo em entrevistas que o Sinte/RN está passando uma imagem falsa de grande adesão à greve. De um lado, a prefeitura alega que apenas um, de 56 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI), está paralisado; e, de 66 escolas municipais, somente quatro estão completamente paralisadas. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte/RN) contabilizou 90% das escolas municipais totalmente ou parcialmente paralisadas. Nas escolas visitadas pela reportagem do CORREIO DA TARDE desde o início da greve, sempre foi encontrado algum professor em sala de aula, mas em número bastante reduzido, se comparado com o corpo docente em sua totalidade. Das seis escolas municipais visitadas, a média de professores em sala de aula era de 5% a 10%, em relação ao quadro completo. Na maior escola da rede municipal de Natal, a Celestino Pimental, apenas dois professores ainda estão em sala de aula. Funcionando, em situação normal, durante os três turnos e, com aproximadamente 900 alunos matriculados, a Escola Municipal Celestino Pimentel só está oferecendo aulas para 32 alunos, do 4º e do 5º ano do ensino fundamental, no turno da manhã. Os professores que ainda estão em sala de aula preferiram não falar, mas, segundo a coordenadora Keila Cruz, os motivos por ainda estarem em sala de aula são pessoais.O Sinte/RN continua, durante toda a semana, fazendo Atos Públicos em frente ás escolas da rede estadual e municipal e se compromete a manter a greve até o dia 17 de março, data em que irá ocorrer mais uma assembléia para discutir os rumos da greve.

segunda-feira, 2 de março de 2009

SALÁRIOS CORTADOS EM MOSSORÓ

Professores de Mossoró em greve terão salários cortados

Os professores da rede municipal de ensino que aderiram ao movimento grevista, iniciado dia 13 deste mês, terão corte de salário dos dias não trabalhados. A medida que entrará em vigor a partir de segunda-feira, 2 de março, com caráter retroativo, atingindo todos os servidores envolvidos na movimentação, foi decidida em reunião no final da manhã de ontem. A administração entende que não há motivos para a greve, e que ela se torna extemporânea ao reivindicar algo que já está em pleno vigor. "À lei 11.738/2008, que fixou em R$ 950 o valor a ser pago para quem trabalha até 40 horas semanais, diz também que o trabalhador que cumpre 30 horas pode receber esse valor reduzido proporcionalmente. Ou seja, o piso passa a ser de R$ 712,50. Hoje, a Prefeitura paga ao professor de nível médio R$ 759,98 e ao professor de nível superior R$ 1.063,96, valores que estão acima do que diz a legislação", explica a gerente da Educação, professora Ieda Maria Araújo Chaves Freitas. A decisão foi informada em ofício enviado ontem ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserpum), entidade que representa todos os trabalhadores da Prefeitura. Ieda Chaves lembra que os valores citados dizem respeito ao salário inicial dos professores e sobre eles incidem ainda o pagamento de anuênios - a cada ano trabalhado, o servidor tem direito ao aumento de 1% sobre o salário-base -, titulação (para os que têm nível superior) e deslocamento para aqueles que têm direito. De acordo com o secretário da Administração, Manoel Bizerra, o corte do ponto dos grevistas é previsto em lei e pode ser feito pelo município a qualquer momento. Ele explica que dos 1.300 professores que tem hoje a rede municipal de ensino, apenas 201 são de nível médio e recebem o valor mínimo inicial de R$ 759,98. Entendimento Os professores do município reclamam que o piso nacional da categoria já sofreu o primeiro reajuste, de acordo com a lei. O sindicato refere-se a um dos artigos, que determina que o piso seja reajustado de acordo com a variação do salário mínimo. A entidade entende que o piso é de R$ 950 (independente da carga horária) independente das gratificações, que incorporadas somam - no caso do nível médio - R$ 1.050. O secretário Manoel Bizerra tem um entendimento diferente. Para ele, o texto da lei fala em reajuste "a partir de 2009". "O texto é interpretado por todos os governos estaduais e prefeituras como autorizador de aumento a partir de 2010, porque o valor de 2009 - ou seja R$ 950 - já está definido pela lei em todos os artigos anteriores", argumentou, lembrando que o parágrafo primeiro é claro ao dizer que fica criado o piso nacional da categoria a partir de janeiro de 2009 e que este ainda pode ser pago de forma proporcional. Manoel Bizerra cita também o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a lei que cria o piso nacional determina que o valor de R$ 950 é um teto e que ele não representa apenas o salário-base. "Está havendo uma confusão por parte do sindicato, que quer o valor de R$ 950 sendo pago como salário-base. Não é isso que diz a lei e muito menos o entendimento da súmula do STF que tratou do assunto. Elas são claras: o valor a ser alcançado é proporcional ao número de horas trabalhadas e pode ser acrescido de todas as vantagens que o administrador incida sobre o salário-base", concluiu. Servidores acamparão na Prefeitura Os grevistas voltaram a se reunir em assembleia na tarde de ontem e definiram que manterão a greve, mesmo depois da decisão da Prefeitura de cortar o ponto dos servidores. Segundo o presidente do Sindserpum, Gilberto Diógenes, na terça-feira, 3, os professores irão acampar em frente à Prefeitura até que a comissão permanente de negociação apresente um parecer favorável às reivindicações da categoria. Ele garante que 95% dos servidores estão paralisados e a medida publicada ontem é radial. "Essa decisão só vai prejudicar a regularidade do ano letivo", reclamou. Para Gilberto, há uma má fé da Prefeitura em divulgar o piso. "O piso é salário base mais regência. Eles estão incluindo anuênio e deslocamento, quando isso é para ser dado de forma individual", criticou.Fonte: Jornal De Fato

GREVE EM MOSSORÓ

Gazeta do Oeste
Professores decidem acampar na Prefeitura
Os professores da rede municipal de ensino continuam em greve e decidem acampar em frente ao Palácio da Resistência até que sejam recebidos pela Comissão de Negociação Permanente do Servidor. O acampamento será iniciado às 7h30 da terça-feira. "Vamos montar barraca", diz a vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM).A ação foi definida durante uma assembléia realizada na tarde de ontem na sede do Sindiserpum, que contou com a participação de cerca de 200 profissionais de Educação da rede municipal de ensino. Durante a assembléia, os professores avaliaram o movimento grevista e determinaram ações para a próxima semana.Uma outra ação definida durante a assembléia foi a participação da categoria em todas as seções que forem realizadas na Câmara Municipal de Mossoró durante o período de greve, como forma de protesto à situação enfrentada pelos professores. A categoria também acrescentou como proposta em sua pauta de reivindicação a mudança no calendário da data-base de todos os servidores, indo do mês de maio para o mês de janeiro.De acordo com Marilda Sousa, este ano a Comissão de Negociação Permanente do Servidor ainda não se reuniu com o sindicato. Ela afirma que, em termos de negociação a categoria não alcançou avanço, mas considera a adesão dos professores como um ponto positivo para o movimento. "Até agora estamos com 95% das escolas paralisadas", informa Marilda Sousa.A greve dos professores do município foi iniciada no dia 13 de fevereiro. Os professores reivindicam a implantação do piso salarial nacional e a manutenção das horas extras em suas jornadas de trabalhos. Além disso, a categoria busca o cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Salários, que estipula o acréscimo de 40% no salário de professores graduados em relação aos professores de nível médio e ainda 20% sobre a soma no caso de especialistas e o acréscimo de 25% sobre o total, para o pagamento de professores doutores.De acordo com informações do sindicato, a não abertura de um canal de negociação por parte da Prefeitura revela a falta de compromisso da prefeita Fátima Rosado com a categoria e, em especial, com a educação.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O MÍNIMO É O PISO

Ocorreu hoje a tarde mais uma Assembléia do SINTE para discutir a implantação do Piso Nacional do Magistério Público. Na assembléia os professores da rede municipal de ensino decidiram por unanimidade que haverá um dia de parada para mostrar que estão insatisfeitos com essa demora do Governo Municipal ainda não ter dado uma posição concreta de como implantará o PISO em Currais Novos. A data escolhida para a parada é o dia 3 de Março, bem depois do Carnaval.Inclusive muitos professores reclamaram da falta de transporte escolar para Zona Rural e da falta de merenda em algumas escolas do município.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

GREVE - I

Professores entram em greve e o movimento ganha reforço
A greve dos servidores municipais ganhou um reforço. Em assembléia realizada ontem pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), no auditório do Serviço Social da Indústria (SESI), os professores decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado. A decisão é um protesto pelo fato da Prefeitura não implementar, na prática, o Piso Salarial Nacional.
Além dos docentes, os servidores lotados nas Gerências de Agricultura, Tributação, e na Usina de Asfalto decidiram continuar com o movimento paredista iniciado na última quinta-feira, 12/2, em detrimento ao decreto 3362, que trata do corte de horas extras. Sobre o decreto, que serviu de estopim para a onda de paralisações, o secretário municipal da Administração, Manoel Bizerra, disse que a Prefeitura de Mossoró tem tomado uma série de medidas no intuito de regulamentar o pagamento das horas extras aos servidores públicos. Para o secretário, a atitude do Sindiserpum é lamentável porque denota uma tentativa de confundir a opinião pública.
Após a assembléia, os servidores foram em caminhada ao Palácio da Resistência, onde foram recebidos por Edna Paiva, secretária do chefe de Gabinete, Gustavo Rosado, para informar sobre o início da greve e as razões do movimento. "Comunicamos oficialmente à prefeitura que estamos em greve por tempo indeterminado. Agora é só aguardar a resposta por parte deles", destacou a presidente do Sindiserpum, Marilda Souza.
Os trabalhadores vão se reunir na próxima segunda-feira, 16, oportunidade em que o comando de greve traçará um calendário de visitas às escolas e demais órgãos que ainda não estão em greve. Na terça-feira, às 16h, os grevistas farão protesto em frente à Câmara Municipal, já que naquela oportunidade, a prefeita Fátima Rosado estará no local.
De acordo com o secretário Manoel Bizerra, a determinação a todas as secretarias é a de que só sejam concedidas horas extras nos casos de verdadeira necessidade. "A atitude de austeridade tomada pela Prefeitura tenta evitar algumas distorções como o grande número de horas extras concedidas. Existe por parte de alguns servidores a cultura de que hora extra é salário, mas é uma um pensamento equivocado", argumentou.
Segundo Manoel Bizerra, a greve decretada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais por conta da redução do pagamento de horas extras por parte da Prefeitura vai de encontro à moralidade administrativa. "O sindicato deve buscar os seus direitos, mas aquilo que não existe em lei não adianta querer tentar impor à administração. A hora extra é concedida de acordo com a necessidade da administração aqui ou em qualquer outro nível de governo", explicou.
Manoel Bizerra explicou que o servidor público municipal não deixou de fazer horas-extras. "Todos aqueles que foram convocados pelos seus determinados chefes receberam no salário de janeiro as horas que foram trabalhadas a mais. Os que não trabalharam além da sua carga horária não podem receber algo que não lhes é devido", explicou o secretário.
Ele criticou o anúncio da greve por considerá-la extemporânea e sem sentido. "Não se pode reivindicar aquilo que não existe na lei e muito menos algo que está errado. Não há nenhuma brecha na legislação que mande incorporar valor de horas extras ao salário do servidor, seja em qual nível ele trabalhar", assegurou.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Educação

Prefeitura garante aumento de 12% para professores
Junior Santos
EDUCAÇÃO
- Apesar dos avanços ontem, risco de greve não foi afastado
24/01/2009 - Tribuna do Norte
Os diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte RN) e representantes do quadro de professores da Prefeitura do Natal saíram da primeira reunião com o secretário municipal de Educação, Elias Nunes, com uma certeza: a concessão do reajuste salarial de 12%, que inclui um aumento de 7%, mais uma reposição de 5%, na folha de abril. Ainda assim, não está descartada a possibilidade de greve a partir de fevereiro, e a secretaria avalia adiar o início do ano letivo nas creches.
O secretário Elias Nunes ponderou que esse era o percentual de reajuste previsto no orçamendo Município para 2009, negociado ainda na gestão anterior. A categoria insiste na reposição salarial de 34%, incluindo o reajuste a ser concedido em abril, a fim de recuperar perdas acumuladas desde 1995. Para isso, o secretário e os professores concordaram em formar uma comissão paritária para discutir a reposição salarial, embora a categoria já tenha manifestado que, em 9 de fevereiro, a categoria fará assembléia geral para decidir se entra ou não em greve. O secretário concordou ainda com outras reivindicações dos professores, como a concessão de vale transporte para os educadores infantis. Ele também garantiu o pagamento já na folha de janeiro das 525 promoções ocorridas de dezembro do ano passado até agora, além de outras 475 promoções que estão em vias de serem implementadas.
Além da possibilidade dos professores entrarem em greve em fevereiro, o secretário disse que a prefeitura “estuda adiar o início do ano letivo para as creches e educação infantil”, devido ao desaparelhamento e deficiência de infraestrutura encontradas pela atuação gestão. Ele disse que a prefeitura deverá, inclusive, alugar casas e prédios para abrigar as crianças que estão em creches sem condições de funcionamento.